Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Consultora em Amamentação

19 Mar 2010 Por Andrea Vinet

Vim compartilhar com vocês uma notícia fresquinha e maravilhosa: recebi um convite para ser consultora em amamentação!  Isso mesmo, consultora. Ah, fiquei tão feliz!

Na região onde moro, Gatineau = Terra do Gelo, existe um centro de saúde comunitário (não é um posto de saúde, mas um centro de apoio e orientação) que disponibiliza uma série de serviços e cursos para a população em geral. Chama-se CLSC – Centro Local de Serviço Comunitário. Pode-se, ainda, se inscrever e receber sessões de acompanhamento com fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapia ocupacional e também, alugar equipamentos para deficientes.

Foi lá onde me inscrevi para receber minha carteira do sistema único de saúde, o SUS daqui; onde me vacinei contra gripe (influenza) e fiz todas as vacinas obrigatórias da minha filha – gratuitamente, diga-se de passagem e com equipe de enfermeiros de plantão em caso de alergia -; onde eu e meu marido fizemos nosso curso de futuros pais e de preparação ao parto (normal/ natural), preparação à amamentação, um curso de culinária para comidinhas de bebês e crianças e onde frequentei um grupo de apoio às novas mamães.

Esse grupo, justamente, serve de ponto de encontro para as novas mães da região, de apoio à amamentação e de conselheiro para os recém-pais. Os encontros acontecem todas as sextas-feiras de manhã, durante duas horas, com a presença de 2 enfermeiras que estão lá, a postos, para dar todas as dicas, recomendações e orientações às mães/pais. São enfermeiras formadas, com treinamento especial em amamentação e que nos orientam, com muito carinho, a dar cada passo importante dessa jornada maravilhosa de amamentar.

A sala é totalmente voltada para isso, com vários sofás confortáveis espalhados, com muitos travesseiros de amamentação, almofadas, prontos para receber os protagonistas da história. A luz é tamisada (controlada) para criar um ambiente agradável e pouco agressivo para os recém-nascidos que por lá aparecem constantemente, além de uma área especialmente criada e decorada para as crianças maiores brincarem, enquanto as mães aproveitam e relaxam um pouco, conversam ou recebem ajuda. A gente pode, ainda, medir e pesar o bebê numa das balanças que sõa disponibilizadas.

As experiências que vivi nessa sala, com essa equipe, foram todas maravilhosas e me servirão a vida inteira. Frequentei esse grupo do nascimento de minha filha até seus dois anos e dois meses (hoje), salvo alguns intervalos. Conheci muitas mães, ouvi muitas histórias e esperiências e, sobretudo, absorvi muito desse ambiente que é tão agradável: mães e bebês em perfeita comunhão.

Espero, agora, com o curso que vou fazer (temos que frequentar um curso de 18 horas no hospital da cidade, com parteiras, doulas, obstetras, enfermeiras e outras consultoras em amamentação) e com a experiência em amamentação que tenho, poder retribuir todas as boas coisas que recebi. No final, receberei o maravilhoso título de “madrinha de aleitamento”. Não é lindo?

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Supersticiosa? Imagina…

17 Mar 2010 Por Andrea Vinet

 

Podem falar o que quiser, não estou nem aí. Podem dizer que superstição não é bom, não é coisa de pessoa que acredita em Deus, que é bobagem, etc. Não importa. Eu sou supersticiosa e pronto.

E assim sendo, várias coisas eu não fiz e não preparei antes do nascimento da minha filha por pura superstição. Por exemplo, apesar do nome escolhido, não preparei nenhuma decoração, nem mandei gravar nenhum objeto com o nome dela. Fora isso, não divulguei o nome para ninguém, fora para a família próxima, muito próxima até o nascimento.

O mais grave foi, segundo meus amigos, não preparar NENHUM cartão de anúncio do nascimento (os famosos faire-part franceses – obrigatórios e parte da cultura do meu marido) antes. Escolhi o modelo, comprei o material necessário, fiz o rascunho (sem nome, data, nem projeções de peso ou altura), mas não imprimi. Além disso, fiz a lista das pessoas a quem eu iria mandar os cartões, divididas por países (moro no exterior a anos e a família do marido também, além dos inúmeros amigos e familiares espalhados por esse mundão!), comprei os selos, mas nem preenchi os envelopes. Para isso, esperei o nascimento, a rotina sobrecarregada e as noites insones para fazer.

Nada poderia vir antes do nascimento. Nada poderia se apressar, passar adiante. Para falar a verdade, os móveis só foram comprados e instalados um mês antes da data prevista, e até as roupinhas só foram lavadas porque vovó chegou na Terra do Gelo para cuidar disso pessoalmente. Eu não fiz. Superstição sim. Saudável? Aí são outros quinhentos…

Superstição, de certa forma, é cultural. Na terra do meu marido, a França, não se oferece presentes ao bebê antes de seu nascimento, não se anuncia gravidez antes dos 3 meses e nem se dá nome à barriga (pelo menos em certas regiões). Tudo deve esperar até que o bebê esteja ali, do lado de fora.

Superstição pode parecer bobagem, pode ser importante, pode ser cultural. Não se questiona, se aceita. Assim como a personalidade cada um, o jeito de agir e pensar diante das coisas. Respeitar é fundamental.

E você, é supersticiosa? Conta aí, vai! 

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