Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Archive for February, 2009

As Perfeitinhas do parquinho

23 Feb 2009 Por Andrea Vinet

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Se tem uma coisa que eu detesto nesse mundo da maternidade, são as mães que querem ser perfeitinhas. Ah, isso me irrita! Sabe, a partir do momento que o tal testezinho dá positivo, você passa a encontrar mamães e futuras mamães a três por quarto, eu digo, a torto e a direito. Em todo lugar, em todos os momentos.  E aí vêm aquelas perguntas batidas e que fazem parte: é para quando? Menino ou menina? Você já escolheu o hospital? E quem está fazendo seu pré?

O tempo vai passando, a barriga crescendo e as perguntas mudam pouco. Quando o bebê nasce, as perguntas apenas mudam de foco, saem da barriga e do imaginário para aquela coisinha real que está ali, andando pertinho, está no seu colo ou brincando no brinquedinho em frente a você. E lá se vem os Qual a idade dele(a)? ela já vai para creche? Ela ainda mama? Ah, a minha dorme a tal hora e a sua?

Ah, isso me irrita! Não as perguntas, em geral, gentis e apenas um ensaio para uma conversa na fila do médico, no supermercado enquanto escolhemos as frutas ou no parquinho do prédio. O que me irrita mesmo são os comentários que algumas não evitam fazer logo após as perguntas pseudo-inocentes. Sim, porque sempre há os comentários, os conselhos e as descrições. Todo mundo quer te convencer de que você TEM que fazer assim, assado. Comigo deu certo, você vai ver, é apenas assim que se faz. Ahhh!

Dá vontade de pedir para calar a boca! Eu não quero saber de como ela fez, de como eu devo fazer, que o problema tem que ser resolvido APENAS assim, etc. Eu sou diferente, minha filha é diferente e na minha casa as coisas são diferentes. Elas são como elas são.

E outra, eu não sou perfeita. Aliás, bem longe de ser. Eu não acordo feito relógio, na hora certinha, nem meu cabelo está sempre arrumado, nem minha filha vive limpinha sem nenhum grãozinho de areia nas mãos.  Minha filha mama quando tem vontade (e já tem 1 ano), no parquinho ela se senta no chão de areia e “se suja”, eu não lavo sempre a minha louça à medida que cozinho, nem minha casa está impecável.

Perfeição para mim só existe em filme, em mundo paralelo. Mas, existem certas mamães com quem sou obrigada a conversar (pelo contexto), que insistem em mostrar que suas casas são lindas e à la Bree Van de Kamp (de Desperate Housewifes), que seus filhinhos são obedientes, reguladinhos e seus maridos são excelentes. E isso é tao irreal para mim, que soa falso. Na vida real, existem seres humanos falhos, que precisam de conselhos, que acertam e erram.

Faço parte daquele grupo de mortais que não é escravo da perfeição e vive e respira. Na minha casa, na minha família, no meu papel de mãe existem problemas? Coisas que devem ser melhoradas? Sim e não, mas acho que faz parte da vida de todo mundo. E se não houvesse isso, não era vida. Era uma bolha!

Amor de mãe

22 Feb 2009 Por Andrea Vinet

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O meu novo papel, o de mãe, foi uma das etapas mais difíceis, mais enriquecedoras e mais prazerosas pelas quais eu passei.  Como sempre me avisaram, as primeiras semanas após o nascimento de Quinny foram as mais cansativas. As noites em claro, as várias fraldas a trocar, as mamadas a cada duas horas agora faziam parte da minha rotina.

Mas, o que me surpreendeu, muito prazerosamente, foram o elo e o amor que se estabeleceram entre mim e minha filha. Eu estava entendendo o que todo mundo me dizia há anos: nada é mais forte que o amor de mãe.

Tocar, falar e dar atenção ao meu bebê era tudo o que eu fazia e mais amava fazer naquele momento. Isso ajuda, e muito, a criar um elo especial entre mãe (leia-se pai também) e filho. Desde que o bebê nasce você começa a estabelecer uma das ligações mais fortes e importantes da vida. E o melhor de tudo, é que isso tudo acontece suavemente, com o maior dos carinhos e o mais nobre dos sentimentos.

Acariciar e segurar o bebê bem pertinho da gente são gestos simples e essenciais para a formação de elos afetivos porque acalmam o bebê, estimulam a sensação de bem-estar e transmitem segurança.

Uma ligação muito forte é estabelecida também durante a amamentação. A proximidade do corpinho da Quinny com o meu, sentir aquele quentinho coladinho em mim e a troca de olhares sempre foi um momento que me emocionou. O leve tocar da mãozinha do bebê sobre o meu seio me faz re-energizar por completo.

Para aproveitar ainda mais desse momento, eu sempre prolongava a mamada, oferecendo o segundo seio. Se ela não queria, eu a colocava para arrotar apoiada em meu ombro e começava a cantar musiquinhas de ninar ao seu ouvido. Aquela melodia, para ela, era um calmante, uma dose extra de amor de mãe, antes do soninho. E para mim, um sopro de vida no coração.

Quanto amor pode ali caber?

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