Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Archive for February, 2010

Você dorme com seu bebê ?

28 Feb 2010 Por Andrea Vinet

 

Pra começar, acho que a pergunta está mal feita. Não seria melhor, seu bebê dorme com você? Sim, normalmente é esse o caso, trazemos nosso bebê para dormir no nosso quarto, seja no bercinho dele, seja na nossa cama.

Em várias culturas, os pais dividem, numa boa, a cama com o bebê. E algumas pesquisas aqui na Terra do Gelo mostraram que a maioria dos canadenses/ americanos o fazem também, mas de vez em quando. Aqui em casa, desde o primeiro minuto de vida, Julie dorme conosco. Ela até tem a cama dela, teve o berço dela, mas dorme, efetivamente conosco. De vez em quando, vai pra lá, por uma questão de barulho, ou porque queremos ver o filme em casal, ou porque ela está com vontade de fazer diferente. Mas, acaba voltando, por enquanto, por causa da mamada.

Os adeptos da prática – chamada por alguns de cama compartilhada ou cama familiar – advogam que ela facilita a amamentação e que o bebê gosta do acochego quentinho (e próximo) da mamãe, que, por sua vez, dorme bem também. Mas, para dormir com seu bebê, vários cuidados devem ser tomados. Além das recomedações que você encontra no post « Dormir tranqüilo », os pais que dormem com seus bebês devem, para total segurança, considerar as seguintes recomedações e EVITAR:

  1. Fumar – Mulheres que fumam ou que fumavam durante a gravidez não devem dormir com seu filho.
  1. Beber álcool – Se você não estiver sóbria, ou seu companheiro, evite dormir com seu bebê. A mesma coisa vale para quando não estiver se sentindo bem, tonta ou com perdas de consciência.

Fora isso, verifique a segurança da cama. Mais vale um colchão no chão com a turma toda em cima, que um bebê na beirada da cama, com grandes e totais riscos de queda. Ou uma cama bamba, que pode cair com o peso de todos. Observe tudo e assegure-se de que não há riscos do bebê ficar entalado entre o colchão e a parede, ou passe a cabeça pelas partes da cama.

NUNCA, NUNQUINHA

Durma com um bebê num colchão d’água ou num colchão mole. Grandes riscos de sufocação.

Marie e Loïc – uma história de amor

25 Feb 2010 Por Andrea Vinet

Marie esperava um bebê saudável, lindo e grande. E foi o que aconteceu, só que antes da data prevista. Um repuxão nas costas, uma pontadinha no baixo ventre e pronto, uma aguinha descendo pelas coxas. A bolsa estourou aos sete meses de gravidez. E lá fomos nós todos, os amigos, visitá-la em casa, onde Loïc nasceu saudável, lindo e grande como previsto.

Apesar de ser prematuro, nasceu com bons pulmões, gritando aos quatro cantos que estava ali, bem e feliz. Apareceu no hospital, para um check-up dos pulmões, do estado geral e foi liberado. Nem precisou de incubadora, nem de raios ultra-violetas pra icterícia, nem nada. Forte e comilão, mamava feito um glutão e dormia bem.

Ah, dormir ele gostava sim. E sempre de barriguinha pra cima, como manda o figurino dos bebês saudáveis. Só que ele acabava sempre se “virando” e dormindo de bruços, mas ele mesmo dizia, “é só um pouquinho, mamãe”. Marie sempre ia lá, mudava de posição e o sono continuava. Comia bem, sorria a todos, menino sociável.

Mas, quis o destino, que um dia, durante o sono, Loïc se apagasse. Mamãe o colocou pra dormir, depois do banhinho gostoso, do peitinho e dos arrotos. Tudo dentro dos conformes, sem transtornos, sem choro, ele dormiu. E não abriu os olhinhos quando chegou a hora de terminar a soneca. Marie se preocupou com a demora, mas achou que ele estivesse cansadinho. O tempo passou, minutinhos a mais e nada. Até que o coração da mãe doeu e ela resolveu dar só uma verificadinha.

E que dor foi aquela! Encontrar seu bebezinho lindo e saudável, de olhinhos fechados, sem querer abrir. O que fazer e o que sentir? Como mãe e amiga de Marie, só posso dizer que não consigo aceitar isso. Parece-me inconcebível uma dor como essa, uma visão como essa. Um bebê de 4 meses que morre dormindo… sabe-se que muitos fatores entram em jogo nessa hora, a saúde do bebê, o ambiente onde dorme, o berço, a circunstância toda. Mas, do ponto de vista racional, isso conta. Na hora de falar em sentimentos, a dor é sem explicações…

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