Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Archive for March, 2010

Perfil das famílias da creche da minha filha

26 Mar 2010 Por Andrea Vinet

 

Uma coisa que me surpreendou bastante na primeira reunião de pais e mestres na creche da minha filha foi o número de famílias monoparentais (mononuclear).

Sei que numa reunião como essa, os pais não vão em casais, afinal, elas acontecem no fim do dia de trabalho, fim de tarde e muita gente não pode faltar o trabalho ou sair mais cedo. E, às vezes, tem que ir a duas reuniões ao mesmo tempo, a do flho mais novo e do filho mais velho, mas a quantidade de pessoas que se autodenominaram “monoparentais” foi enorme e me assustou.

Durante as apresentações, nada foi dito quanto a isso, porém, durante as conversas paralelas, esse tipo de situação foi claramente exposta. Dentre as 6 coleguinhas de classe da minha filha (nessa creche, os grupos são bem pequenos, de 6, 8 e 9 crianças), apenas duas famílias permaneciam “intactas”:  o pai ainda vive maritalmente com a mãe e não se tem filhos de relações anteriores. Ou seja, não fazemos parte do perfil da escola, praticamente.

Longe de querer ser tradicionalista ou retrógrada! Sei que esse perfil de família faz parte da atualidade, faz parte da vida moderna, tem suas justificativas e direitos. Além disso, admiro os corajosos e corajosas que assumem, com unhas e dentes, os cuidados de uma casa, dos filhos e da vida familiar sozinhos, sem a presença de um(a) parceiro(a).

O que me chocou, de fato, vou ser sincera, foi a surpreendente organização e equilíbrio dessas crianças e pais. São pessoas, talvez, muito mais centradas que eu, com uma autonomia enorme, crianças alegres, brincalhonas e lindas! Admiro bastante essas mães e pais solteiros, ou viúvos, que se organizam , cumprem prazos, estão presentes e cuidam de seus filhos, sem a ajuda de ninguém. Quisera eu ser assim! (não que eu deseje estar só, mas precisamos nos preparar pra a vida, não acham?)

Consultora em Amamentação

19 Mar 2010 Por Andrea Vinet

Vim compartilhar com vocês uma notícia fresquinha e maravilhosa: recebi um convite para ser consultora em amamentação!  Isso mesmo, consultora. Ah, fiquei tão feliz!

Na região onde moro, Gatineau = Terra do Gelo, existe um centro de saúde comunitário (não é um posto de saúde, mas um centro de apoio e orientação) que disponibiliza uma série de serviços e cursos para a população em geral. Chama-se CLSC – Centro Local de Serviço Comunitário. Pode-se, ainda, se inscrever e receber sessões de acompanhamento com fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapia ocupacional e também, alugar equipamentos para deficientes.

Foi lá onde me inscrevi para receber minha carteira do sistema único de saúde, o SUS daqui; onde me vacinei contra gripe (influenza) e fiz todas as vacinas obrigatórias da minha filha – gratuitamente, diga-se de passagem e com equipe de enfermeiros de plantão em caso de alergia -; onde eu e meu marido fizemos nosso curso de futuros pais e de preparação ao parto (normal/ natural), preparação à amamentação, um curso de culinária para comidinhas de bebês e crianças e onde frequentei um grupo de apoio às novas mamães.

Esse grupo, justamente, serve de ponto de encontro para as novas mães da região, de apoio à amamentação e de conselheiro para os recém-pais. Os encontros acontecem todas as sextas-feiras de manhã, durante duas horas, com a presença de 2 enfermeiras que estão lá, a postos, para dar todas as dicas, recomendações e orientações às mães/pais. São enfermeiras formadas, com treinamento especial em amamentação e que nos orientam, com muito carinho, a dar cada passo importante dessa jornada maravilhosa de amamentar.

A sala é totalmente voltada para isso, com vários sofás confortáveis espalhados, com muitos travesseiros de amamentação, almofadas, prontos para receber os protagonistas da história. A luz é tamisada (controlada) para criar um ambiente agradável e pouco agressivo para os recém-nascidos que por lá aparecem constantemente, além de uma área especialmente criada e decorada para as crianças maiores brincarem, enquanto as mães aproveitam e relaxam um pouco, conversam ou recebem ajuda. A gente pode, ainda, medir e pesar o bebê numa das balanças que sõa disponibilizadas.

As experiências que vivi nessa sala, com essa equipe, foram todas maravilhosas e me servirão a vida inteira. Frequentei esse grupo do nascimento de minha filha até seus dois anos e dois meses (hoje), salvo alguns intervalos. Conheci muitas mães, ouvi muitas histórias e esperiências e, sobretudo, absorvi muito desse ambiente que é tão agradável: mães e bebês em perfeita comunhão.

Espero, agora, com o curso que vou fazer (temos que frequentar um curso de 18 horas no hospital da cidade, com parteiras, doulas, obstetras, enfermeiras e outras consultoras em amamentação) e com a experiência em amamentação que tenho, poder retribuir todas as boas coisas que recebi. No final, receberei o maravilhoso título de “madrinha de aleitamento”. Não é lindo?

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