Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Archive for March, 2010

Supersticiosa? Imagina…

17 Mar 2010 Por Andrea Vinet

 

Podem falar o que quiser, não estou nem aí. Podem dizer que superstição não é bom, não é coisa de pessoa que acredita em Deus, que é bobagem, etc. Não importa. Eu sou supersticiosa e pronto.

E assim sendo, várias coisas eu não fiz e não preparei antes do nascimento da minha filha por pura superstição. Por exemplo, apesar do nome escolhido, não preparei nenhuma decoração, nem mandei gravar nenhum objeto com o nome dela. Fora isso, não divulguei o nome para ninguém, fora para a família próxima, muito próxima até o nascimento.

O mais grave foi, segundo meus amigos, não preparar NENHUM cartão de anúncio do nascimento (os famosos faire-part franceses – obrigatórios e parte da cultura do meu marido) antes. Escolhi o modelo, comprei o material necessário, fiz o rascunho (sem nome, data, nem projeções de peso ou altura), mas não imprimi. Além disso, fiz a lista das pessoas a quem eu iria mandar os cartões, divididas por países (moro no exterior a anos e a família do marido também, além dos inúmeros amigos e familiares espalhados por esse mundão!), comprei os selos, mas nem preenchi os envelopes. Para isso, esperei o nascimento, a rotina sobrecarregada e as noites insones para fazer.

Nada poderia vir antes do nascimento. Nada poderia se apressar, passar adiante. Para falar a verdade, os móveis só foram comprados e instalados um mês antes da data prevista, e até as roupinhas só foram lavadas porque vovó chegou na Terra do Gelo para cuidar disso pessoalmente. Eu não fiz. Superstição sim. Saudável? Aí são outros quinhentos…

Superstição, de certa forma, é cultural. Na terra do meu marido, a França, não se oferece presentes ao bebê antes de seu nascimento, não se anuncia gravidez antes dos 3 meses e nem se dá nome à barriga (pelo menos em certas regiões). Tudo deve esperar até que o bebê esteja ali, do lado de fora.

Superstição pode parecer bobagem, pode ser importante, pode ser cultural. Não se questiona, se aceita. Assim como a personalidade cada um, o jeito de agir e pensar diante das coisas. Respeitar é fundamental.

E você, é supersticiosa? Conta aí, vai! 

A turma do Cocoricó para nós

12 Mar 2010 Por Andrea Vinet

 

Extasiada, anestesiada, quase em transe. Minha filha diante da tv, assistindo a uma aventura do Cocoricó em dvd. Não sei quem fica mais impressionado com isso, se sou eu ou meu marido. Como pode uma turma de fantoches capturar a atenção de um bebê desse jeito?

A bela história de amor entre Julie e seu dvd da Turma do Cocoricó começou numa noite “carregada” de inverno. Um bebê de dois meses que não conseguia dormir, com sessões de choro incessantes (cólica? Dor de ouvido? Fome? Fralda suja? Tentamos tudo…). Claro, todas as possibilidades foram investigadas a fundo… nada! Depois de alguns kilômetros percorridos no corredor do apartamento, com braços altamente malhados de tanto balançar pra lá e pra cá e uma tentativa de banho calmante frustrada, decidimos tentar o improvável: colocar um dvd e ver a reação.

Começamos com música clássica, depois um cd de lullabies (músicas de ninar) e necas. Aí, lembrei dos 3 dvds do Cocó que meu irmõa tinha enviado do Brasil quando ela nasceu – lembro, inclusive, que na época, critiquei um pouco o “presente”. Achei que ele poderia ter mandado isso depois, não no nascimento. Hoje, agradeço porque ele o fez.

Abri o primeiro, coloquei lá e… pronto! Bebê calou-se, buscou de onde vinha o som e não viu nada, mas ficou ali, curtindo as sombras coloridas que passavam de um lado pro outro da tela e as musiquinhas animadas. Lá pela terceira música, papai começou a balançar naquele embalo de “vamos fazer dodo”(dormir). E não é que deu certo?

Com o passar dos meses, Julie foi virando fã do negócio. Como ela não vê televisão, deixamos que ela assista um pouco, de vez em quando. Ela ama. E vai lá na estantezinha, pega a caixa do dvd e diz: quer! E me dá. Já elaboramos diversas teorias quanto às cores, o formato dos personagens, a musicalidade, etc. Mas, não sabemos ao certo. Só sei que quando coloco o dvd no leitor e as primeiras imagens começam a aparecer, a expressão no rosto dela muda, abre-se um sorriso  e, dependendo do personagem, até uma gargalhada sai – seu preferido é o leitãozinho Astolfo, um porquinho muito danadinho.

O melhor é que o pai também virou fã e quem se diverte mesmo sou eu, que assisto de camarote (e me acabo de rir) com o francês cantando as musiquinhas em português (com um baita sotaque transformando todas as palavras em oxítonas) para a filhota… isso, eu deveria gravar!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape