Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

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Bê-a-bá da amamentação – Parte I

15 Apr 2010 Por Andrea Vinet

Seu bebezinho acabou de nascer. A primeira grande decisão da vida do seu filho vem agora: amamentar ou não? Sim? Mas que presente maravilhoso que você dá ao seu filho em escolher amamentar! Parabéns pela escolha! Não apenas o leite materno é ideal do ponto de vista nutritivo, como também, contém anticorpos que protegem seu bebê contra as doenças e infecções.

No começo, pode parecer complicado amamentar, já que você e o bebê são inexperientes. Mas, com o tempo, tudo vai entrar em ordem e você vai perceber como amamentar é simples, prático e aprazível.

Mas, com que frequência você deve amamentar?

Amamentar frequentemente (a cada duas ou três horas) durante os primeiro dias permite estabelecer uma boa produção de leite. Os bebês são, casos raríssimos, regulares; eles podem pedir o peito três ou quatro vezes num espaço de três horas, depois dormir quatro horas seguidas. Se você decidir oferecer seu seio em livre demanda – ou seja, quando o seu bebê pedir – você vai se adaptar mais facilmente ao ritmo dele e seu produção de leite vai se ajustar às necessidades dele também.

Deixe seu bebê mamar o primeiro seio até murxar ou até que ele mesmo pare. Faça-o arrotar ou troque sua fralda e ofereça o segundo seio até que ele resolva parar de mamar ou adormeça novamente.

Se seu bebê adormecer profundamente depois do primeiro seio, comece pelo outro na próxima mamada. Se seus seios estiverem muito cheios, você poderá mudar de seio depois de alguns minutos, mas sempre comece pelo seio que não foi “mamado” na vez precedente.

E, se acontecer de seu bebê ficar sonolento durante a mamada e isso atrapalhar a qualidade, você pode estimulá-lo para que ele acorde um pouquinho. Pode diminuir a quantidade de roupa ou fazer um carinho nos pés (sem meias). Trocar frequentemente de seio ou apertá-lo para que saia mais leite e bebê seja obrigado a mamar mais vigorosamente podem ajudar também.

Alguns dias, você vai reparar que seu recém-nascido vai pedir mais vezes o seio que o normal. Não se preocupe ! Essa é a maneira natural de você aumentar sua produção de leite num momento de salto de crescimento. Em poucos dias, tudo retomará o ritmo normal.

Não se fazem mais pediatras como antigamente, eu diria. Meu “pediatra”, por assim dizer já que cuidou de mim do nascimento até meus 23 anos, Dr. Weber de Melo, tinha vários diplomas na área médica, especializações, mestrado e doutorado em Pediatria, mas não prescrevia um antibiótico. Eu o amava! Infelizmente, ele nos deixou 10 anos atrás. Já não posso mais contar com sua consciência profissional e seus conhecimentos para cuidar de minha filhota, nem de mim mesma. Tenho que viver à mercê dos profissionais da saúde que pairam por aí…

Dr. Weber não medicava, ele orientava. Quantas vezes meus pais chegaram lá aflitos por um diagnóstico preciso e uma cura a minhas aflições e penas e sairam de lá com uma aula de medicina natural, osteopatia e homeopatia? Frustração com isso? Nenhuma. Pelo contrário, aprendemos muito com ele e suas técnicas que davam arrepios nos colegas de profissão. Alopatia, lá em casa, só depois do desaparecimento do nosso amigo. Não achamos substituto a sua altura.

Na Terra do Gelo, o Canadá, a lei determina que qualquer pessoa, para ver um especialista (pediatra, gineco, urologista) precisa de um médico de família. Na verdade, ele fará a triagem dos problemas e determinará a necessidade, ou não, de ver um especialista para o caso. Aqui, somos imigrantes, e na região onde viemos morar, a demanda por médicos de família é grande e a quantidade disponível não atende ao público. Resultado disso? Filas de espera gigantescas de anos! Exatamente, anos, no nosso caso. Me inscrevi quando cheguei 4 anos atrás. Até hoje, alguns telefonemas, trocas de informações, mas a determinaçòa oficial de nosso médico de família ainda não ocorreu.

Eu que nunca gostei de ir ao médico, que sou avessa a remédios desnecessários e todo o kit, me senti no paraíso! Desde que me mudei, fui ao médico uma vez… e por pura falta de informação, parir! Da próxima vez, sei o que fazer agora… Minha mãe que diz que não entende o sistema de saúde daqui, um país desenvolvido sem médico para a netinha dela. Mas, me diz, quem falou que a netinha tá precisando de médico?

Quando tínhamos um problema, a solução era ir à emergência do hospital – coisa que nunca fiz – ou então, recorrer a uma das clínicas particulares que existem pela cidade. As chamadas policlínicas em alguns regiões do Brasil. Vários médicos generalistas reunidos para ver todo tipo de coisa e determinar a tal necessidade de especialista ou não. Toda vez que fui lá, dei de cara com um bronco, que receitava um antibiótico para a minha filha e não resolvia as otites nem as febres como deveria e acabava com seu estômago.

Decidi parar e consegui, a muito custo, achar o meu “médico” canadense, mas de nacionalidade francesa, um naturopata. Viva! Encontrei o paraíso… Tratou as otites e as febres repetidas, curou uma inflação no olho que resistia desde seu nascimento e agora, me ganhou também com a cura da minha dor de estômago (que não é úlcera!). Tudo na base da homeopatia e massagens. :)

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