Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Archive for June, 2010

Relato de Amamentação – Sylvana Karla

7 Jun 2010 Por Andrea Vinet

Convidamos algumas mães para participar de nosso blog, postando seus relatos de parto (seja ele qual for: normal, natural, hospital, domiciliar, cesárea, gemelar, etc) e os depoimentos sobre amamentação – extremamente importantes, para orientar futuras e recentes mamães com suas experiências.

O relato a seguir é da nossa convidada Sylvana Karla, Engenheira e Analista de Sistemas, Doula, Organizadora do Ishtar Brasília, Professora e Coordenadora Pedagógica em Educação a Distância e mãe do Ernesto (nascido em 04/01/2007) e da Joana (nascida em 20/02/2010).

Depois de engravidar, meu sonho era amamentar para me sentir completa. Queria sentir o calor do meu filho perto de mim, que ele pudesse ter o contato mais natural possível com as vitaminas que o leite materno dispõe. Pra minha felicidade, em uma das consultas do pré-natal, minha médica disse que eu já tinha colostro, aos 5 meses de gestação. Mas meus seios são pequenos e eu pensava que não teria leite suficiente. Pensei também: “e se ele não quiser mamar?” Eram tantas as dúvidas e inseguranças, juntando com os hormônios super-ativados da gravidez, que o jeito mesmo era esperar pra ver. Participávamos de um grupo de casais grávidos onde aprendemos sobre o antes, o durante e o depois do nascimento. Essa vivência nos ajudou bastante, dando-nos segurança e desmistificando muitas crenças que passam de geração em geração.

De um parto domiciliar, nasceu Ernesto! Nosso primogênito chegou no dia 4 de janeiro de 2007, após 21 horas de trabalho de parto  acompanhadas das doutoras Melania e Leila e da doula Daniela.  Durante todo o TP, o apoio do pai foi incondicional, auxiliando nas massagens para relaxamento durante as contrações e sempre presente chamando: “vem, Ernesto!”. O momento do nascimento é maravilhoso! O fato de Ernesto ter ido para meu colo logo após a expulsão foi de extrema importância: o reconhecimento do seio, o calor dos braços da mãe, mesmo antes de cortar o cordão umbilical. Pra minha felicidade, ele queria mamar! E depois que o leite “desceu”, haja peito! Tanto que consegui armazenar alguns vidros de leite. Levei alguns para doar, e ainda consegui fazer um pequeno estoque congelado ou pasteurizado.

Queria que meu filho mamasse exclusivamente mesmo após minha licença maternidade terminar. Sempre adotei a técnica de deixá-lo mamar um dos seios o máximo possível para que, dessa forma, ele pudesse sugar o colostro que vem primeiro e o “leite de verdade” que vem depois. Depois, na próxima mamada ele mamava o outro seio o máximo possível. Aprendemos que deixá-lo mamar 15 min em um seio e 15 min em outro era errada, pois assim ele acaba mamando somente o colostro e não ganha peso. Nos primeiros dias, confesso que fiquei desesperada, pois ele escolheu um dos seios e não queria o outro. O mamilo daquele que ele escolheu começou a rachar e o outro, cheio, vazando, começou a “endurecer” e doer, foi sofrimento. Tinha que persistir, e não desistir de amamentar. Contei com a ajuda da “bombinha” pra esvaziá-lo e com a ajuda do pai para fazer o bico rejeitado “aumentar”. Era isso! Eu tinha um dos mamilos “curto” e Ernesto preferia aquele mamilo maior, que dava uma pega melhor. Ele mamava, 40, 50 minutos. Na próxima mamada ele não aceitava o outro, e doía e eu chorava e ele chorava também. Depois, com insistência e paciência, o problema foi resolvido em alguns dias! Outra noite de sofrimento que marcou foi por volta do 7º dia de nascido. Ernesto mamou. Mas mamava e chorava. Desesperado! Ninguém dormia. Pensei: “meu leite secou!”. Apertava os mamilos e não saía leite. O que eu faço? Pedi uma lata de complemento na farmácia. “Ah, não! Vou ter que dar complemento, com menos de 1 mês?” Calma! Liguei pra doula, conversamos um pouco. Resolvemos que iríamos esperar até o dia seguinte para ver se o fluxo de leite voltaria ao normal. Ligamos pra farmácia e cancelamos o pedido do complemento. De fome ele não ia morrer. Fomos acalmando-o com carinho e oferecendo o peito, nem que fosse pra fazer de chupeta. No outro dia, para a nossa felicidade, o leite jorrava! Ernesto agradecia e se esbanjava de tanto mamar!

Enfim, nada como o apoio de pessoas certas numa hora dessas! Hoje, com 1 ano e 6 meses, Ernesto ainda mama. É um garoto saudável, alegre e esperto.

Sylvana Carla, mãe do Ernesto

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Alguém quer partilhar a experiência?

Agradeço antecipadamente. E peço que as interessadas  me mandem, por email quando puder, é claro -  o seu relato de parto e/ ou depoimento  de amamentação com os seguintes dados:
 
- o nome que vc quer que eu coloque no blog (completo ou não);
- informações suas, tipo profissão/ ocupação e idade dos filhos
- tempo de aleitamento
 
Enviarei um email avisando da data em que esse relato/ depoimento será postado no site, assim como o link para ele.
 
Obrigada, mais uma vez!

Brincos em recém-nascidos

3 Jun 2010 Por Andrea Vinet

Meu marido não me deixou furar as orelhas de nossa filha ao nascer. Ele foi contra. E eu entendo o porquê. Culturalmente, na França, não se faz isso. Crianças só furam as orelhas já adolescentes, mais velhas e quando podem, em geral, decidir por elas mesmas.

No Brasil, eu sei que temos o hábito de furar as orelhinhas das meninas ainda recém-nascidas, às vezes, ainda na maternidade. O ideal é fazer isso com um professional, ou seja, uma enfermeira na maternidade ou um farmacêutico na farmácia da esquina. Mas, tem que ser por alguém que saiba o que está fazendo, sobretudo para não acertar uma zona mais delicada ou simplesmente, fazer um furo torto – uma orelha mais baixa que a outra.

Tem gente que fura (manda furar) com o próprio brinco (como se fosse uma agulha) ou com uma máquina especial, mas que faz mais barulho perto da orelhinha sensível do bebê e pode assustá-lo. Tem gente que acha o pino da máquina muito largo, mas é um padrão. É o tamanho certo para os pinos dos brincos, de recém-nascidos e adultos. Não precisa se preocupar que fique largo demais, a orelha é uma parte do corpo que não pára de crescer, e o buraco vai se adaptar ao crescimento.

Minha filha ganhou um par de brincos lindíssimo de uma amiga nossa, mas não pôde usar. Já sabendo desse posicionamento do meu marido contra o uso de brincos por bebês, minha família só nos deu jóias do tipo, pulseirinha, cordão (para crianças mais velhas), pingentes, etc. Resultado: um braço cheio de pulseiras e nada nas orelhas. Risos.

Eu aceitei numa boa. Entendo o pensamento dele, que não quer uma “adultização” precoce, nem no uso de bijouterias, nem roupas de adulto em tamanho de criança. E aí, concordo mesmo com ele. Tem coisa mais feia que uma menina vestida de mini-adulto?

Mas, tem que ter cuidado para não inflamar, tem que limpar bem e trocar o brinco de vez em quando, sempre deixando o buraco “ocupado” para não fechar.

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