Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

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Amamentação – minha experiência

9 Mar 2010 Por Andrea Vinet

2 anos, 1 mês, 2 semanas e 6 dias. É esse o tempo que vem durando a minha maior e melhor experiência dessa vida: ser mãe. Minha filhota nasceu em uma quinta-feira, de um dia do calendário que até então eu detestava (17) de um janeiro frio, para não dizer congelante, do inverno canadense. Dia de tempestade de neve, claro!

Mas, não foi de parto que eu vim falar, e sim de amamentação. A minha segunda melhor e mais excitante viagem pelos dias da vida. Julie nasceu mamando. Bem, isso é modo de falar, todo mundo sabe. Ela nasceu e foi direto pro peitinho da mamãe, que a esperava ansioso. Eu estava ansiosa também, mas aqui falo do peito.

Amamentação para mim sempre foi algo lógico, natural, claro, e uma extensão do nascimento. Amamentar era uma atitude lógica para qualquer mãe, me dizia eu, antes da experiência de engravidar. Foi quando comecei a ver “as outras cores da vida”, ouvir mães e más experiências a torto e a direito, e o pior, sem nem pedir. Mas, isso é assunto pra outro dia, outro post de blog.

Na minha cabeça, peito era a única coisa que ela deveria receber ao nascer, nos primeiros seis meses de vida e até quando quisesse. Isso era o que eu pensava, o pai assinava em baixo, porém, o resto do mundo não. Em nossas famílias, MUITAS, dezenas, de histórias frustantes, experiências frustradas e até desesperadoras de amamentação. Isso me influenciou? Nem um pouco. Aliás, pelo contrário, acho até que incentivou a querer fazer extamente o contrário (como boa escorpionina): conseguir!

E assim foi… a viagem começou ali mesmo, na cama, com a minha pequena bem quentinha nos meus braços, cheirando aquele perfume que só ela tem, o de cria minha. Ela subiu pela barriga sozinha, fazendo aquele esforço monstro para um ser tão frágil e pequeno, mas tão ávido de leite! E abrindo a boquinha num gesto tão instintivo, pegou o bico do seio e foi-se… mamando e mamando até hoje.

Tudo sempre foi flores? Não. Tivemos nossos dias de cansaço, de aperreio, de peitos inchados e sem pega correta, de picos de crescimento fatigantes, mas sobrevivemos bravamente, as duas. Estamos aqui, inteirinhas, comerando essa data, aleatória, com três grandes mamadas ao dia, que resistiram à volta ao trabalho da mamãe, às idas à escolinha de Julie, às noites longas do inverno.

 

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E você, quer nos dar seu testemunho de amamentação também? Partilhe sua experiência conosco! Escreva um email para andrea@siebravinet.com com seu relato. Adoraremos compartilhar isso com nossas leitoras.

Será que ele está mamando o suficiente?

15 Feb 2010 Por Andrea Vinet

 

Uma das perguntas mais frequentes entre as mamães, sobretudo as de primeira viagem, é se o bebê está mamando o suficiente. O seio, aquela parte do corpo tão maravilhosa e misteriosa, não nos permite medir a quantidade de leite que sai. Como saber, então, a quantidade de leite que sai do peito? Como saber se o bebê está passando fome ?

A resposta é muito simples, eu diria. Basta observar as fraldas. O que entra por um lado deve, obrigatoriamente, sair do outro! Se seu filho tem mais de três ou quatro dias de nascido, ele deve ensopar pelo menos seis fraldas e fazer cocô (fezes amareladas), pelo menos, duas vezes a cada 24 horas. Bebês com mais de quatro a seis semanas podem apresentar uma frequência diferente e diminuir a quantidade de cocô. Ou seja, mamou de um lado, fez xixi do outro.

Mamadas frequentes são normais em recém-nascidos. Se você acha (e está preocupada com isso) que seu bebê não está mamando o suficiente, começa por verificar a “pegada” dele. Será que ele está pegando direitinho no bico do peito ? Acompanhe todo o processo de amamentação de perto (e tem como ficar longe disso ?), verifique a abertura da boquinha dele, a pegada do bico, e a sucção. A sucção correta é aquela em que o bebê chupa bem, fazendo entrar as covinhas das bochechas, como quando a gente toma milk-shake de canudo. Tem que fazer um certo esforço e aparecem as entradinhas das bochechas. Observe bem, isso é indicador de boa mamada, de sucção correta.

Outro detalhe importante: deixe-o mamar quanto tempo ele quiser, a quantidade que quiser e quando quiser. Mamadas em livre demanda são muito importantes para um recém-nascido que ainda não tem uma rotina fixa, e porque não conhecemos, ainda, o apetite e necessidade de nosso pequeno amor.

Se depois de todas essas observações, você ainda não estiver satisfeita e continuar preocupada com as mamadas e com a quantidade de leite que ele toma, consulte um especialista em amamentação.

 

E aproveito para divulgar um evento extremamente importante para as defensoras do aleitamento exclusivo e prolongado, como eu: o  XI Encontro Nacional de Aleitamento Materno. Visitem o site para maiores informações: http://www.enam2010.com.br/

 

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