Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Archive for the ‘Em família’ Category

Meu irmão Marcos

30 Mar 2011 Por Andrea Vinet

“Meu papai do céu… se o senhor estiver me ouvindo, me dá um irmãozinho, por favor. Eu queria tanto ter alguém com quem brincar com as minhas bonecas e rir …”

Lá, no alto do Cruzeiro em Itapipoca, pedi aos anjos e a Deus, um irmão. Ou irmã. Não sei bem se Deus me escutou, porque eu, pequena, falava baixinho. Mas, meus pais escutaram sim e trataram de providenciar um segundo filho. Poucos meses depois, minha mãe me disse que estava esperando um bebê. Eu não queria nem menino, nem menina. Eu queria um “irmão” mais novo que eu. Eu tinha 6 anos.

Meu pai e minha mãe sempre foram muito carinhosos e havia muito espaço para “eu te amo”, elogios e carinhos. Fui filha única durante 6 anos e muito feliz. Tinha certeza que a chegada de outra criança só iria alegrar ainda mais a nossa vida. Foi então que em 30 de março de 1984, de madrugada, nasceu meu irmão Marcos. Nesse dia, eu quase morri de tanta alegria! Lembro bem da cena: papai que chega da maternidade, entra no quarto e me avisa seu irmãozinho nasceu. Fiquei de pé na cama e comecei a dar pulos de alegria. Eu teria, enfim, uma companhia para brincar.

Para amenizar um possível ciúmes de minha parte pela chegada de um bebê em casa, que iria requerer muita atenção de todos, meus pais decidiram me dar uma boneca estilo bebê de presente. Mamãe cuidaria do meu irmãozinho e Andrea cuidaria do seu próprio bebê. E assim foi… o que mamãe fazia com ele, eu repetia com a boneca. Dei de mamar, troquei fralda, coloquei para dormir. Os meses e anos passavam, meu irmãozinho crescia, e eu não conseguia brincar com ele como eu tinha sonhado. Ele não era tão grande quanto eu para brincar com as mesmas coisas. E meus pais precisavam dar atenção para ele, brincar com ele das coisas que ele gostava, e foi aí que eu pensei perdi meu lugar de criança da casa. Tornei-me a irmã mais velha que tinha que dar o exemplo. É sempre culpa dos mais velhos quando a briga começa. O mais novo é sempre muito pequeno para entender.

Eu não gostava de ser a irmã mais velha.

À medida que envelhecemos, as disputas continuaram. A diferença de idade era grande e os interesses completamente distintos. Uma adolescente e um pirralho. Só podia dar briga! Tudo que eu tinha de legal, ele queria ter. Pegava tudo que era meu, lia tudo que eu tinha. Me pedia atenção, queria participar das brincadeiras com meus amigos quando eles vinham brincar em casa. Claro, eu nunca aceitava. Ele era pequeno demais!

Com o tempo e a insistência de minha mãe, aceitei mais meu irmão e comecei a brincar com ele. Brigamos muitas vezes, mas eu o amava, cada dia um pouco mais. E o que era mais  interessante era que tudo que eu fazia, resultava num sorriso no rosto dele. Eu era sua irmã ídolo.

Ele morria de rir quando eu me fazia boba, fazia uma besteira. Ele sempre queria me imitar. Fazer o que eu fazia. Ele me amava.

Brigas, cascudos, tapas e muitos berros. Mas, um dente quebrado na borda da pia do banheiro em Paris e um dedo mindinho do pé estraçalhado num “encontrão” depois, sobrevivemos. Nossa infância foi povoada de muita guerra, mas de muito amor também. Adorávamos partilhar uma bacia enorme de pipoca assistindo “Os Trapalhões”, tínhamos orgulho um do outro, nos apoiávamos nos mais diversos projetos e formávamos uma bela dupla contra “os pais”, quando necessário.
 
Eu sempre o amei muito. E apesar de meus sentimentos quando ele era menor, eu não mudaria nada nele nunca. Ele colocou a alegria e o riso na minha infância.

Minha filha tem um padrinho maravilhoso. Meu irmão Marcos.

Eu te amo muito.

Viagem internacional com bebê – Parte II

20 Aug 2010 Por Andrea Vinet

Você pode usar o banheiro para trocar seu bebê, mas eu sempre troquei na minha cadeira mesmo. Para um bebê pequeno, você tem espaço de sobra. Além de ser mais confortável, já que não tem que andar o avião todo, fazer fila e nem tentar se equilibrar naquele banheiro minúsculo e fétido, em fim de vôo. Um horror! Sei que pode “incomodar” alguns passageiros por perto, por causa do cheiro, sobretudo se for cocô, mas eu não me importava muito. Se você fizer a troca rapidinho, não dá tempo nem sentir.

Pensando em troca de fraldas, leve um pouco mais do que o consumo normal de fraldas naquele número de horas. Pode acontecer algum “acidente” de percurso, um “desarranjo” fora de hora (e até comum em viagens). E claro, preveja também, várias trocas de roupa, práticas e nem sempre tão belas. Lembre-se que você estará fora do seu “ambiente”, com tempo mais curto para trocas de fraldas e roupas, em espaço reduzido, etc. Vale a regra da praticidade e não da beleza.

Quanto ao carrinho, sem dúvida alguma ele custa mais barato fora do Brasil. Se você morar no exterior, leve um sim, talvez um modelo até mais barato, não o seu oficial. Porque se ele se arrebentar na viagem, já que será despachado e vai sujar, você não vai ter tanto prejuízo, nem se aborrecer demais. Eu levei um pro Brasil quando fui, e deixei por lá mesmo. Para uma outra vez. O mais importante é mesmo levar a cadeirinha do carro, que é obrigatória no Brasil. Mas, se estiver viajando pro exterior, dê uma olhada nos sites do país para onde vai, pode ser que seja mais interessante comprar um lá. Visite os sites de lojas de produtos de bebê por lá e faça os cálculos.

As companhias aéreas permitem que você leve carrinho, cadeira de carro – sem contar como bagagem – e uma mala pequena do bebê (dentro de um certo limite de peso) porque você leva um bebê com você. Mesmo ele não pagando assento ainda, ele tem direito a um certo limite de bagagem despachada e de mão. Depende da empresa aérea o pagamento de percentual do assento para bebês, mas a Air Canada te faz pagar 35% do valor do assento para qualquer bebê menor de 2 anos. A partir de 2 anos, você paga 75% do valor do assento e tem, claro, direito a um limite maior de bagagem despachada. Não conheço nenhuma companhia aérea que permita a compra de assento para bebês menores de 2 anos. Se não me engano, tem uma lei que proíbe isso, justamente pelo peso da criança no assento, e da impossibilidade de instalar um assento próprio para bebês. Não há segurança.

 Boa sorte! Se tiverem alguma dúvida, me escrevam.

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