Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Archive for the ‘Em família’ Category

A turma do Cocoricó para nós

12 Mar 2010 Por Andrea Vinet

 

Extasiada, anestesiada, quase em transe. Minha filha diante da tv, assistindo a uma aventura do Cocoricó em dvd. Não sei quem fica mais impressionado com isso, se sou eu ou meu marido. Como pode uma turma de fantoches capturar a atenção de um bebê desse jeito?

A bela história de amor entre Julie e seu dvd da Turma do Cocoricó começou numa noite “carregada” de inverno. Um bebê de dois meses que não conseguia dormir, com sessões de choro incessantes (cólica? Dor de ouvido? Fome? Fralda suja? Tentamos tudo…). Claro, todas as possibilidades foram investigadas a fundo… nada! Depois de alguns kilômetros percorridos no corredor do apartamento, com braços altamente malhados de tanto balançar pra lá e pra cá e uma tentativa de banho calmante frustrada, decidimos tentar o improvável: colocar um dvd e ver a reação.

Começamos com música clássica, depois um cd de lullabies (músicas de ninar) e necas. Aí, lembrei dos 3 dvds do Cocó que meu irmõa tinha enviado do Brasil quando ela nasceu – lembro, inclusive, que na época, critiquei um pouco o “presente”. Achei que ele poderia ter mandado isso depois, não no nascimento. Hoje, agradeço porque ele o fez.

Abri o primeiro, coloquei lá e… pronto! Bebê calou-se, buscou de onde vinha o som e não viu nada, mas ficou ali, curtindo as sombras coloridas que passavam de um lado pro outro da tela e as musiquinhas animadas. Lá pela terceira música, papai começou a balançar naquele embalo de “vamos fazer dodo”(dormir). E não é que deu certo?

Com o passar dos meses, Julie foi virando fã do negócio. Como ela não vê televisão, deixamos que ela assista um pouco, de vez em quando. Ela ama. E vai lá na estantezinha, pega a caixa do dvd e diz: quer! E me dá. Já elaboramos diversas teorias quanto às cores, o formato dos personagens, a musicalidade, etc. Mas, não sabemos ao certo. Só sei que quando coloco o dvd no leitor e as primeiras imagens começam a aparecer, a expressão no rosto dela muda, abre-se um sorriso  e, dependendo do personagem, até uma gargalhada sai – seu preferido é o leitãozinho Astolfo, um porquinho muito danadinho.

O melhor é que o pai também virou fã e quem se diverte mesmo sou eu, que assisto de camarote (e me acabo de rir) com o francês cantando as musiquinhas em português (com um baita sotaque transformando todas as palavras em oxítonas) para a filhota… isso, eu deveria gravar!

Você dorme com seu bebê ?

28 Feb 2010 Por Andrea Vinet

 

Pra começar, acho que a pergunta está mal feita. Não seria melhor, seu bebê dorme com você? Sim, normalmente é esse o caso, trazemos nosso bebê para dormir no nosso quarto, seja no bercinho dele, seja na nossa cama.

Em várias culturas, os pais dividem, numa boa, a cama com o bebê. E algumas pesquisas aqui na Terra do Gelo mostraram que a maioria dos canadenses/ americanos o fazem também, mas de vez em quando. Aqui em casa, desde o primeiro minuto de vida, Julie dorme conosco. Ela até tem a cama dela, teve o berço dela, mas dorme, efetivamente conosco. De vez em quando, vai pra lá, por uma questão de barulho, ou porque queremos ver o filme em casal, ou porque ela está com vontade de fazer diferente. Mas, acaba voltando, por enquanto, por causa da mamada.

Os adeptos da prática – chamada por alguns de cama compartilhada ou cama familiar – advogam que ela facilita a amamentação e que o bebê gosta do acochego quentinho (e próximo) da mamãe, que, por sua vez, dorme bem também. Mas, para dormir com seu bebê, vários cuidados devem ser tomados. Além das recomedações que você encontra no post « Dormir tranqüilo », os pais que dormem com seus bebês devem, para total segurança, considerar as seguintes recomedações e EVITAR:

  1. Fumar – Mulheres que fumam ou que fumavam durante a gravidez não devem dormir com seu filho.
  1. Beber álcool – Se você não estiver sóbria, ou seu companheiro, evite dormir com seu bebê. A mesma coisa vale para quando não estiver se sentindo bem, tonta ou com perdas de consciência.

Fora isso, verifique a segurança da cama. Mais vale um colchão no chão com a turma toda em cima, que um bebê na beirada da cama, com grandes e totais riscos de queda. Ou uma cama bamba, que pode cair com o peso de todos. Observe tudo e assegure-se de que não há riscos do bebê ficar entalado entre o colchão e a parede, ou passe a cabeça pelas partes da cama.

NUNCA, NUNQUINHA

Durma com um bebê num colchão d’água ou num colchão mole. Grandes riscos de sufocação.

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