Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

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Dia Nacional da Adoção

25 May 2009 Por Andrea Vinet

Faz, talvez, um mês e meio que penso sobre isso: adoção. Faz uns dois meses que ensaio um texto sobre o tema e até hoje, nada tinha saído. Preparei mil idéias, mil formas de abordar um tema tão emocionante, preocupante e ainda, infelizmente, um tabu para muitos.

Chegou o dia de dizer algo a respeito, o Dia Nacional da Adoção. Você sabia que é dia 25 de maio? Não?! Nem eu, mas o que importa é o ato em si, tão nobre e tão bonito. Sinto até inveja daqueles que o realizaram. Não sou adotada, nem tenho irmãos adotados, nem filhos, nem primos. Infelizmente, eu diria. Considerando o número de crianças abandonadas ou prontas para a adoção que existem no mundo…

Penso demais a respeito, hoje e sempre. Estou rodeada de amigos que adotaram, que foram adotados ou que estão esperando para adotar. Acho um ato de amor lindíssimo, que, infelizmente, ainda não realizei. Não se trata de trazer uma criança para casa, não é um ato jurídico qualquer, mas um ato de amor sem limites, de dedicação, de prazer e ma(pa)ternidade incomensurável. Ninguém precisa ter muito para adotar, não se precisa posses, precisa apenas de amor. Ou a disponibilidade de amar. Sempre e muito.

Mas, na minha opinião, quem se dispõe a adotar, em si, já está amando. Sobretudo aquele que aceita esperar meses, anos, na fila (que não anda nunca!) de espera pela adoção. Esperar não apenas os 9 meses de uma gestação, mas a espera ansiosa pelo anjinho que está em algum lugar à espera de um lar, de amor, de pais dedicados.

A adoção transforma a vida não só de uma criança mas daquele que o faz, e esse, por sua vez, deve se compenetrar da grande responsabilidade que está assumindo e que essa situação é para sempre. Adoção é um ato irrevogável.

Ser pai ou mãe, não é só gerar, é , sobretduo e antes de tudo, amar.

As Perfeitinhas do parquinho

23 Feb 2009 Por Andrea Vinet

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Se tem uma coisa que eu detesto nesse mundo da maternidade, são as mães que querem ser perfeitinhas. Ah, isso me irrita! Sabe, a partir do momento que o tal testezinho dá positivo, você passa a encontrar mamães e futuras mamães a três por quarto, eu digo, a torto e a direito. Em todo lugar, em todos os momentos.  E aí vêm aquelas perguntas batidas e que fazem parte: é para quando? Menino ou menina? Você já escolheu o hospital? E quem está fazendo seu pré?

O tempo vai passando, a barriga crescendo e as perguntas mudam pouco. Quando o bebê nasce, as perguntas apenas mudam de foco, saem da barriga e do imaginário para aquela coisinha real que está ali, andando pertinho, está no seu colo ou brincando no brinquedinho em frente a você. E lá se vem os Qual a idade dele(a)? ela já vai para creche? Ela ainda mama? Ah, a minha dorme a tal hora e a sua?

Ah, isso me irrita! Não as perguntas, em geral, gentis e apenas um ensaio para uma conversa na fila do médico, no supermercado enquanto escolhemos as frutas ou no parquinho do prédio. O que me irrita mesmo são os comentários que algumas não evitam fazer logo após as perguntas pseudo-inocentes. Sim, porque sempre há os comentários, os conselhos e as descrições. Todo mundo quer te convencer de que você TEM que fazer assim, assado. Comigo deu certo, você vai ver, é apenas assim que se faz. Ahhh!

Dá vontade de pedir para calar a boca! Eu não quero saber de como ela fez, de como eu devo fazer, que o problema tem que ser resolvido APENAS assim, etc. Eu sou diferente, minha filha é diferente e na minha casa as coisas são diferentes. Elas são como elas são.

E outra, eu não sou perfeita. Aliás, bem longe de ser. Eu não acordo feito relógio, na hora certinha, nem meu cabelo está sempre arrumado, nem minha filha vive limpinha sem nenhum grãozinho de areia nas mãos.  Minha filha mama quando tem vontade (e já tem 1 ano), no parquinho ela se senta no chão de areia e “se suja”, eu não lavo sempre a minha louça à medida que cozinho, nem minha casa está impecável.

Perfeição para mim só existe em filme, em mundo paralelo. Mas, existem certas mamães com quem sou obrigada a conversar (pelo contexto), que insistem em mostrar que suas casas são lindas e à la Bree Van de Kamp (de Desperate Housewifes), que seus filhinhos são obedientes, reguladinhos e seus maridos são excelentes. E isso é tao irreal para mim, que soa falso. Na vida real, existem seres humanos falhos, que precisam de conselhos, que acertam e erram.

Faço parte daquele grupo de mortais que não é escravo da perfeição e vive e respira. Na minha casa, na minha família, no meu papel de mãe existem problemas? Coisas que devem ser melhoradas? Sim e não, mas acho que faz parte da vida de todo mundo. E se não houvesse isso, não era vida. Era uma bolha!

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