Bê-a-bá de mãe

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Archive for the ‘Educar uma criança’ Category

Dia Internacional do Livro Infantil

2 Apr 2011 Por Andrea Vinet

A literatura infantil surgiu no século XVII, com o intuito de educar moralmente as crianças.
 
Em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, foi criado o dia internacional do livro infantil, que é comemorado na data de seu nascimento, em virtude das inúmeras histórias criadas por ele. Dentre as mais conhecidas mundialmente estão “O Patinho Feio”, “O Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia” e “As Roupas Novas do Imperador”.
 
A data é conhecida e comemorada em mais de sessenta países, como forma de incentivar e despertar nas crianças o gosto pela leitura.
 
Tanto os clássicos da literatura infantil quanto os livros somente ilustrados proporcionaram o desenvolvimento do imaginário das crianças, bem como o aspecto cognitivo, desenvolvendo seu aprendizado em várias áreas da vida.
 
As histórias reportam valores morais e éticos, que levam o sujeito a repensar suas atitudes do cotidiano, numa reflexão que pode modificar sua ação, tornando-a melhor enquanto pessoa.
 
Segundo Humberto Eco – escritor, filósofo e lingüista italiano – a literatura infantil traz sentido aos fatos que acontecem na vida, envolvendo as crianças. Dessa forma, “qualquer passeio pelos mundos ficcionais tem a mesma função de um brinquedo infantil. As crianças brincam com a boneca, cavalinho de madeira ou pipa a fim de entrar em contato e conhecer as leis físicas do universo e se preparar para os atos que realizarão um dia”.
 
Todos os anos a Internacional Board on Books for Young People, oferece o troféu “Hans Christian”, como sendo o prêmio Nobel desse gênero, algumas escritoras brasileiras já foram homenageadas, como Lygia Bojunga, no ano de 1982, e Ana Maria Machado, em 2000.
 
Fonte: http://www.brasilescola.com/datacomemorativas/dia-internacional-do-livro-infantil.htm

Adoção não querida

19 Mar 2011 Por Andrea Vinet

Andrea, a adoção é algo que não me interessa.  Essa frase caiu feito uma bomba no meu peito frágil. Doeu tanto, que ele nem pode imaginar quanto. Ouvir aquilo da pessoa que você ama e com quem você está construindo uma família dói, faz mal, magoa e machuca.

Não somos um casal com problemas de reprodução, GAD, e não precisamos fazer uso de nenhuma técnica reprodutiva para termos nossa filha biológica. Não passamos por nenhuma fase estressante e angustiante de tentativas para engravidar, seja em laboratório, seja pelo método tradicional. Não estamos a anos tentando, sofrendo e desgastando nossa vida conjugal à espera do filho esperado. Somos um casal, eu gostaria de dizer banal – mas aí, lembro dos muitos que estão a anos sem conseguir – que transou, engravidou e deu sequência à gravidez com saúde, tendo o prêmio esperado no final, a flha querida.

A adoção sempre esteve em meus pensamentos, de menina, de mulher e agora, de mãe biológica. Sinto um desejo, dentro de mim, de abrigar mais uma criança em meu peito, sem que ela tenha vindo necessariamente de meu ventre. Quero dar a outra metade do amor que preenche meu coração de mãe a uma criança, ou a outras. Sinto esse desejo a tempos, e o sinto tão forte em mim, que chego até a visualizar esse momento.

Sei de todas as implicações psicológicas que uma atitude dessa implica na vida de uma família, de um casal, na cabecinha de um filho “biológico”, mas acho que deve-se pensar (muito) mais nas implicações disso na vida desse serzinho que está agora, em algum abrigo, sem pai nem mãe, sozinho no mundo, querendo e esperando por um afago, um carinho e o amor de uma mãe, de uma irmã, de uma família. Imagine só a alegria que nós traríamos para a vida dele, e ele, para a nossa!

Mas, a tal frase, proferida por meu querido marido, jogou-me um balde de água fria. Por hora, parei de tocar no assunto, mas não desisti. Guardarei o projeto de vida na gaveta mais uns dias, e voltarei a falar com ele.

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