Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

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Viagem internacional com bebê – Parte II

20 Aug 2010 Por Andrea Vinet

Você pode usar o banheiro para trocar seu bebê, mas eu sempre troquei na minha cadeira mesmo. Para um bebê pequeno, você tem espaço de sobra. Além de ser mais confortável, já que não tem que andar o avião todo, fazer fila e nem tentar se equilibrar naquele banheiro minúsculo e fétido, em fim de vôo. Um horror! Sei que pode “incomodar” alguns passageiros por perto, por causa do cheiro, sobretudo se for cocô, mas eu não me importava muito. Se você fizer a troca rapidinho, não dá tempo nem sentir.

Pensando em troca de fraldas, leve um pouco mais do que o consumo normal de fraldas naquele número de horas. Pode acontecer algum “acidente” de percurso, um “desarranjo” fora de hora (e até comum em viagens). E claro, preveja também, várias trocas de roupa, práticas e nem sempre tão belas. Lembre-se que você estará fora do seu “ambiente”, com tempo mais curto para trocas de fraldas e roupas, em espaço reduzido, etc. Vale a regra da praticidade e não da beleza.

Quanto ao carrinho, sem dúvida alguma ele custa mais barato fora do Brasil. Se você morar no exterior, leve um sim, talvez um modelo até mais barato, não o seu oficial. Porque se ele se arrebentar na viagem, já que será despachado e vai sujar, você não vai ter tanto prejuízo, nem se aborrecer demais. Eu levei um pro Brasil quando fui, e deixei por lá mesmo. Para uma outra vez. O mais importante é mesmo levar a cadeirinha do carro, que é obrigatória no Brasil. Mas, se estiver viajando pro exterior, dê uma olhada nos sites do país para onde vai, pode ser que seja mais interessante comprar um lá. Visite os sites de lojas de produtos de bebê por lá e faça os cálculos.

As companhias aéreas permitem que você leve carrinho, cadeira de carro – sem contar como bagagem – e uma mala pequena do bebê (dentro de um certo limite de peso) porque você leva um bebê com você. Mesmo ele não pagando assento ainda, ele tem direito a um certo limite de bagagem despachada e de mão. Depende da empresa aérea o pagamento de percentual do assento para bebês, mas a Air Canada te faz pagar 35% do valor do assento para qualquer bebê menor de 2 anos. A partir de 2 anos, você paga 75% do valor do assento e tem, claro, direito a um limite maior de bagagem despachada. Não conheço nenhuma companhia aérea que permita a compra de assento para bebês menores de 2 anos. Se não me engano, tem uma lei que proíbe isso, justamente pelo peso da criança no assento, e da impossibilidade de instalar um assento próprio para bebês. Não há segurança.

 Boa sorte! Se tiverem alguma dúvida, me escrevam.

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O papel da tv na minha casa

2 Aug 2010 Por Andrea Vinet

Reconheço que tv, na minha casa, não tem papel importante. Apesar de termos 3 (uma em cada andar), raramente ligamos a tv para assistir algum canal, é mais para usar o dvd, ver um filme, seriado ou clipes musicais. Tenho tv a cabo, mas uso, sobretudo, para ver canais estrangeiros (TV francesa, por exemplo), como instrumento de trabalho já que sou professora de línguas e, assim mesmo, de quando em vez. Não tenho tempo de acompanhar novela, apesar de amar, e por isso, pago a Globo.com para ver os capítulos na íntegra, quando posso, onde posso.

Como não vemos tv, evito fazer isso com a minha filha também. Não de evitar o contato com a tv como alguns pais mais radicais (daqui, inclusive) preferem – e eu respeito -, mas para evitar receber aquele bombardeio de propaganda muito comum nos intervalos de qualquer desenho. Prefiro comprar os desenhos e fazê-la ver sem o estímulo à compra (pode até parecer contraditório o que digo, comprar para evitar comprar, mas no fim das contas, você vai ver que não é bem assim).

Imagine que seu filho vai ver aquele dvd que você comprou um zilhão de vezes. Imagine que ele veria as propagandas da tv um zilhão de vezes também. Agora, calcule o impacto disso na cabecinha dele. A coisa é simples. Tire uma hora do seu tempo, assista um desses canais infantis e conte o tempo  de publicidade que existe versus o tempo de desenho. O impacto você vai constatar na próxima ida a uma loja de brinquedos…

Pesquiso muito na net, por exemplo, sobre os desenhos mais vistos, como são criados, a temática, etc. E compro aqueles que o meu bom senso de mãe julga serem os melhores para o nosso contexto, o meu bolso e o desenvolvimento da minha filha. Sobretudo, não a deixamos sozinha. Estamos sempre por perto, descrevendo, explorando o vídeo, ensinando palavras, culturas, modos de interpretar o mundo. Ma,s uma coisa que considero imperativo é deixá-la ver os desenhos na língua original. Então, coisas brasileiras típicas em português, Dora só em inglês (ensinando espanhol na versão original) e Toupie et Binou, Oui-oui e por aí vai, em francês. Nada de misturar as estações.

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