Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

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Menino ou menina?

29 Nov 2011 Por Andrea Vinet

Nunca, nunquinha, me imaginei mãe de um menino. Nem naqueles sonhos de adolescente apaixonada, que imagina filhos e uma casinha linda, eu imaginei um menininho no cenário. Para falar bem a verdade, nem nas minhas brincadeiras de criança, tinha bonequinho menino.

Portanto, na minha vida adulta, de mãe em potencial, essa vontade não me apareceu também. Na minha primeira gravidez, nem me preocupei muito em pensar nisso. Eu tinha certeza absoluta que seria uma menininha. Por quê? Porque sempre sonhei com minha menininha de pitós (rabos de cavalo de lado, para bom cearense) e meu marido também desejava uma menininha, para encher seus olhos de alegria. E, felizes e deslumbrados, vivemos o nascimento de nossa Julie. Uma branquelinha de cabelos castanhos, sorridente e pequenininha.

Grávida pela segunda vez, vivo a famosa ansiedade do “o que será dessa vez?”. Não por nós, que como da primeira vez, não queremos saber o sexo antes do parto. Mas, pelas famílias, que cobram, querem saber, querem “visualizar” esse bebê, à distância. É até engraçado. Todo mundo liga, me escreve, manda recados. Todos querem saber. Eu, nem aí. Todos me falam, ah, vai ser menino, porque aí forma o casal… ou então, uma menina e um menino, um de cada. Fico me imaginando numa loja, pegando uma camiseta preta e outra azul, já que o modelo, por que não levar uma de cada? Essa história de ter um de cada não me entra. Sonhei com bebês, com rostinhos e nomes, não na variedade da espécie.

Amanhã é o “grande dia” para eles. Vou fazer minha segunda ultrassonografia, e, provavelmente a última. Aqui na Terra do Gelo as coisas são bem diferentes, e não se faz uma por mês como muitos médicos/ casais fazem no Brasil. Vamos conhecer o tão famoso sexo desse pinguinzinho na minha barriga.

Nos meus sonhos, outra menininha. Com rostinho formado, um nome lindo e que está à espera dela a anos. Muitos planos, sonhos e muita ansiedade. Se for um menino, a prova de que precisamos refazer sonhos, reformular alguns pensamentos e se surpreender!

Que venha com saúde, meu pinguinzinho!

Como amar um feto?

6 Jul 2010 Por Andrea Vinet

Amar concretamente seu feto não é amá-lo intelectualmente. Aqui, a palavra “concretamente” tem um significado muito mais importante. Você pode adorar estar grávida. Pode amar viver a experiência da gravidez ou até provar de certas vantagens desse estado. Pode, ainda, amar a idéia de se tornar mãe ou de ter um filho. Pode adorar se sentir mulher até o mais profundo do seu ventre.

Pode amar os projetos que você elabora na cabeça ao pensar no “nós 2 juntos”. Pode adorar imaginar tudo que vai preparar para ele, quarto, coisinhas, roupinhas . Pode amar a confirmação do amor do casal em um projeto comum. Pode amar a idéia de se reproduzir ou de dar continuidade à linhagem, à família. Mas, amar seu feto não tem nada a ver com isso. Não o amamos pelo que ele nos traz ou nos permite fazer, ter ou realizar.

Você me pergunta como amar um feto. E eu respondo com outra pergunta: E você precisa de que tipo de confirmação para se sentir amada? Milhares de pequenos gestos podem fazer você se sentir amada. E seu filho in utero não é muito diferente de você nesse capítulo referente ao amor.

Para começo de conversa, ele se sente amado assim que você começa a vê-lo como um bebê verdadeiro. Em seguida, ele precisa sentir que ele é importante para você como ele é, e não pelo que ele pode representar ou pelo que permnitirá a você fazer ou ter.

É um amor incondicional que o faz crescer como diz o sábio Jena Vanier, “sou feliz por você existir” e sem esperar nada além.

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