Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Archive for the ‘Gravidez’ Category

Como amar um feto?

6 Jul 2010 Por Andrea Vinet

Amar concretamente seu feto não é amá-lo intelectualmente. Aqui, a palavra “concretamente” tem um significado muito mais importante. Você pode adorar estar grávida. Pode amar viver a experiência da gravidez ou até provar de certas vantagens desse estado. Pode, ainda, amar a idéia de se tornar mãe ou de ter um filho. Pode adorar se sentir mulher até o mais profundo do seu ventre.

Pode amar os projetos que você elabora na cabeça ao pensar no “nós 2 juntos”. Pode adorar imaginar tudo que vai preparar para ele, quarto, coisinhas, roupinhas . Pode amar a confirmação do amor do casal em um projeto comum. Pode amar a idéia de se reproduzir ou de dar continuidade à linhagem, à família. Mas, amar seu feto não tem nada a ver com isso. Não o amamos pelo que ele nos traz ou nos permite fazer, ter ou realizar.

Você me pergunta como amar um feto. E eu respondo com outra pergunta: E você precisa de que tipo de confirmação para se sentir amada? Milhares de pequenos gestos podem fazer você se sentir amada. E seu filho in utero não é muito diferente de você nesse capítulo referente ao amor.

Para começo de conversa, ele se sente amado assim que você começa a vê-lo como um bebê verdadeiro. Em seguida, ele precisa sentir que ele é importante para você como ele é, e não pelo que ele pode representar ou pelo que permnitirá a você fazer ou ter.

É um amor incondicional que o faz crescer como diz o sábio Jena Vanier, “sou feliz por você existir” e sem esperar nada além.

Caixa preferencial e lugar no ônibus

20 Jun 2010 Por Andrea Vinet

 

Tem uma coisa que eu acho legal no Brasil, é o tal do caixa preferencial em supermercados, bancos e lojas. Acho isso o máximo mesmo! Aqui no Canadá não tem isso não, grávida, criança de colo, idoso vai para a fila normal. Ou pelo menos, por onde eu ando…

Na verdade, é assim: você é idoso (visivelmente idoso, estamos falando), tem prioridade. O resto, não. Para isso, existe aquele caixa de poucos produtos, sabe? Ele serve como preferencial no caso de um deficiente físico ou com necessidades especiais. Ele é mais largo, em geral, inclusive para facilitar a passagem de cadeiras de rodas e motorizadas.

Mas, nos transportes públicos, há locais reservados (e usados para tal) para essas pessoas com necessidades diferentes: as grávidas, mães com bebês de colo ou com carrinho, deficientes fisicos e idosos. E o povo respeita, sim. Claro que muito mais para o que é evidente, como a idade ou a deficiência física/ visual. Para as grávidas, a coisa complica um pouco mais.

Sabe aquele período da gravidez onde ninguém sabe se você está apenas gorda ou grávida? Pois bem, é nessa hora que você leva desvantagem quando vai pegar um ônibus. Se te cederem o lugar achando que você está grávida e for banha, eles ficam mal na fita. E se não o fizerem, eles passam por mal-educados e desatenciosos. Eles vão preferir a segunda opção. Aí, cabe a você reinvindicar seu direito, e eles saem. Na boa.

Eu sempre me dei mal nessa do ônibus (e olha que eu pegava 6 por dia, na época da minha gravidez) aqui na Terra do Gelo. Era inverno e estava sempre de casaco, casacão, com echarpe (cachecol) enrolado no pescoço, caindo sobre a barriga. Como saber que ali se escondia um bebê? Resultado: ninguém me cedia o lugar instantaneamente. Eu estava SEMPRE reinvidicando meu direito, quase 6 vezes por dia, dependendo do trajeto. Muitas vezes, era tão perto o trecho, que eu até preferia ficar de pé mesmo a ter que me deslocar no ônibus em movimento até o local reservado.

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