Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Archive for the ‘Mãe-mulher’ Category

 

Britânica ficou curada de câncer depois que fetos deslocaram tumor com chutes
Da BBC

Uma britânica que descobriu um câncer durante a gravidez foi salva pelos chutes dos fetos, que expulsaram parte do tumor. Michelle Stepney, de 35 anos, estava grávida de gêmeas quando foi levada para o hospital com um sangramento.

No início, os médicos suspeitaram de um aborto, mas logo descobriram que ela estava com câncer cervical e que acabara de expelir um pedaço do tumor do colo do útero. 

Michelle Stepney e suas filhas Alice e Harriet (Foto: Cancer Research UK/Divulgação)
“Eu não poderia imaginar que os chutes que eu sentia seriam tão importantes. Eu mal pude acreditar quando os médicos disseram que os movimentos tinham expulsado o tumor”, diz Michelle.

Os oncologistas sugeriram que ela fizesse quimioterapia e retirasse o útero para remover o câncer por completo, o que significaria o fim da gravidez.

Michelle conta que, depois de muito refletir, decidiu seguir em frente com a gestação e foi submetida a doses limitadas de quimioterapia, aplicadas a cada 15 dias.

As gêmeas, Alice e Harriet, nasceram na 33ª semana de gravidez de cesariana. As meninas estavam em perfeito estado de saúde, mas nasceram sem cabelo por causa dos efeitos da quimioterapia.

Quatro semanas depois do parto, Michelle foi submetida a uma cirurgia para retirada do tumor e do útero. Os médicos acreditam que ela esteja curada.

A britânica disse que deve “a vida às filhas”.

No dia 12 de fevereiro, Michelle receberá o prêmio “Mulher de Coragem” do Cancer Research UK, um centro na Grã-Bretanha dedicado a pesquisas sobre o câncer.

Por que sair (tão cedo) sem meu bebê?

8 Aug 2010 Por Andrea Vinet

Meu post sobre sair sem nosso bebê criou uma certa “polêmica” num grupo onde participo . Não imaginei que esse assunto fosse dar tanto pano para manga… gostei dos comentários (TODOS, diga-se de passagem), até mesmo dos que me criticaram até morrer… tô brincando… me fez ter certeza absoluta que somos todas grandes mamães!

Bem, não querendo me explicar, nem me justificar – afinal cada um faz da vida o que quer, não é mesmo? – vou aqui descrever um pouco melhor a situação que me fez sair de casa e “abandonar” minha filha aos 20 dias de idade.

Como disse no email, moro em outro país, sem pais, sogros e aderentes. Portanto, nada de folga de deixar bebê, criança ou gato com alguém enquanto vai ali, seja no restaurante, seja na festa. Minha querida mãe – única babá no mundo em quem eu confio – afinal me criou maravilhosamente bem, sabe o que está fazendo e faz bem (melhor do que eu, suponho, visto a experiência), estava passando alguns dias conosco e curtindo a neta.

Meu marido e eu, nem somos tanto assim de sair, somos até bem caseiros, mas achamos importante usar 2 horas da nossa vida para estarmos juntos, conversando e nos curtindo, longe do ambiente caseiro. Foram duas horas mesmo, entre a saída do apartamento e a abertura da porta na volta. Fomos a um restaurante perto de casa, acessível de carro, a pé, de táxi e de helicóptero, se fosse o caso de um resgaste , com um atendimento supimpa, dentro do tempo esperado.

Por que não levei nossa filha junto (e minha mãe também)? Porque achei muito mais lógico deixá-la em casa, protegida do mundo externo, das bactérias e do contato com muitos adultos, barulho e ate, tão novinha. Achei que seria muito mais cuidadoso de minha parte deixá-la em casa, no quentinho do lar, ao invés de cobri-la completamente para enfrentar – sem nenhuma necessidade- o frio de menos 35 graus que deveria estar fazendo essa noite de inverno do mês de fevereiro no Canadá, a Terra do Gelo, como eu chamo.

A saída nem foi tõa boa assim, porque passamos o tempo todo falando na Julie, na nossa mudança de vida, na nossa felicidade de ter uma pequenininha na nossa família. Voltei a tempo de amamentar, assim que ela acordou do soninho entre as mamadas, tudo dentro do conforme. Não acho que fiz mal. A próxima saída sem ela foi quando minha mãe veio de novo, e ela tinha 1 ano e 2 meses. Não acho que fomos pais maus, desleixados ou irresponsáveis. Pelo contrário, acho que fiz uma coisa sem maldade nenhuma, por nós mesmos, os pais, durante 2 horas. Não a deixei sozinha, sem supervisão, sem cuidados nem sem leite. Não a expus ao frio, nem às bactérias do mundo externo, nem atrapalhei seu sono. Acho que fui mãe e mulher, ao mesmo tempo, de uma forma que não me fez mal a ninguém.

Fora esse episódio, não saimos sem nossa filha pra nada. Desde o seu 1º mês completo, saímos com ela para todos os lugares: restaurantes, festas, cinema, bares, festivais, shows, supermercados, feiras, oficina, etc. Ela vai para onde vamos e gosta. Super social, se sente à vontade pode onde passa. Fazemos bem? Só o coração de cada pai/ mãe sabe a resposta.

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