Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Archive for the ‘Mãe-mulher’ Category

Sair sem seu bebê

9 Jul 2010 Por Andrea Vinet

 

A primeira vez q saí e deixei minha filha em casa foi pra comemorar aniversário de casamento, durante umas duas horas. Ela tinha 20 dias de nascida. Por que eu fiz isso com um bebê tão novinho? Porque moro distante de minha família (e da do meu marido) e não temos babá – fora o fato de eu não confiar em ninguém. Minha mãe estava passando uns dias conosco (final de uma temporada de dois meses) por conta do nascimento da neta e resolvemos aproveitar a super-babá.

No mundo inteirinho, eu não seria capaz de confiar em mais ninguém com quem deixar minha filha, fora minha mãe. Aí estava a grande oportunidade! Reservamos o restaurante, avisei que tinha um recém-nascido (desde a reserva) e que queríamos ser servidos rapidamente. Maridex tinha escolhido um restaurante francês bem cheio de frescuras, mas maravilhoso, que entendeu bem nossas necessidades e atendeu nossos pedidos de bons pratos, com rapidez e conta na mão. Foi ótimo!

Nossa saída foi rápida, durou, ao todo duas horas. O tempo exato de um intervalo de mamada para um bebê dessa idade. Quando ela acordou, minha mãe teve apenas o tempo de trocar a fralda, tentar dar uma enganadinha na esfomeada cantando alguma coisa até que me ligou, com ela aos berros de fome, para saber onde estávamos. Estava no estacionamento do prédio, já abrindo a porta de casa. Por pouco, nossa saidinha teria sido perfeita.

Quando se está amamentando, sair sem seu filho pode parecer uma missão impossível, mas, com jeitinho, tudo dá. Basta organizar bem antes, se preparar e deixar tudo esquematizado com a babá (sogra, mãe), recomendações claras de como proceder, e ir em frente.

Depois disso, a próxima vez que saí sem ela foi quando minha mãe veio por aqui de novo, e minha filha tinha 1 ano e 2 meses. Viu como valeu a pena fazer a saída dos 20 dias? Com pais e sogros mrando tão longe de nós, é muito difícil achar uma babysitter, confiável, pra ficar com ela. Mas na boa, eu não acho que sair uma vez ou outra seja ruim. Eu não posso fazer, pelos motivos já citados, mas, quem tem vantagens sobre isso, deveria aproveitar!

Só que nisso tudo tem um problema: sua cabeça. Qdo eu saí, me esforcei MUITO pra não pensar na Julie chorando ou chamando por mim… foi MUITO difícil… tinha até a impressão de ouvir seu chorinho perto do meu ovido. Coisa de doido! Agora, que ela está maiorzinha, saímos mais, ela sempre fica numa boa, no entanto, eu, fico pensando nela SEMPRE

O momento mágico da espera (da cegonha)

1 Sep 2009 Por Andrea Vinet

cegonha-chegada

Quando me descobri grávida, comecei a imaginar tudo aquilo que um filho poderia representar em minha vida. E, por mais que a gente sonhe em ser mãe desde criancinha é praticamente impossível, acredito eu, perceber a magia disso tudo.

Para mim, gravidez pode ser comparado a uma viagem. Uma bela viagem, planejada (às vezes) e esperada, cheia de aventuras, onde se misturam excitação e ansiedade.

Lugares, até então desconhecidos, serão visitados; paisagens magníficas serão vistas e coisas belíssimas serão vividas. Um momento mágico, complexo e particular, embora partilhado pelo pai (algumas vezes), nosso companheiro de viagem.

Cada um(a) viverá a experiência de uma forma diferente, pois assim como numa viagem, cada um(a) tem expectativas, ansiedades, complexos e preparos diferentes. E cada um(a) escolherá a melhor maneira de fazer essa viagem, viver esses momentos, passar os nove meses experimentando…

Durante esse tempo, muitas decobertas, emoções, sensações e sentimentos misturados, fotos e momentos gravados na memória. Claro, alguns momentos de fragilidade, nervosismo e até mesmo de pânico, mas nada de muito preocupante.

No fim da viagem, depois de grandes emoções vividas, volta-se pra casa. Na experiência da gravidez, o fim da linha nõa existe exatamente.Termina-se uma fase, a de preparação, de amadurecimento, mas começa-se uma outra, ainda mais surpreendente, excitante e profunda: a de tornar-se mãe.

Para aquelas que estão começando a viagem, boa sorte e boas aventuras!

 Quer compartilhar suas aventuras, emoções ou sentimentos em relação ao texto? Deixe-nos um comentário! Obrigada.

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