Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Archive for the ‘Minhas histórias’ Category

Começando na escolinha

25 Aug 2010 Por Andrea Vinet

Duas semanas atrás, foi a volta às aulas para a minha pequena. Ops, para a minha crescida Julie. Ela começou o primeiro ano do que eles chamam aqui de escola « pré-maternal », que vai dos três ao fim dos quatro anos. Em seguida, vem o ano de escola maternal e o primário.

Meu Godizinho, minha filha cresceu. Já quase três anos! Começando numa nova turma, com novos amiguinhos crescidos, nova educadora e novo programa de « estudos ». Como ela já conhece o lugar, já que frequentava a creche lá no ano escolar anterior, a adaptação foi muito suave, guiada pela própria escola. Primeiro, uma mudança de sala, ainda com os mesmos coleguinhas, em seguida, uma mudança de coleguinhas, e depois a chegada da nova educadora.

Mas, para alguns pais, a hora de começar na educação infantil significa começa do zero, adaptação longe dos pais, com gente nova, com amiguinhos, com disciplina. Por isso, recomendo algumas coisinhas básicas :

Conheça a nova escola – Faça uma “excursão” à escola com seu filho. Comece o trajeto até a escola a partir da garagem, enquanto ele entra no carro. Mostre pontos de referência no caminho. Ele vai se localizar pouco a pouco e perceber que não é (tão ?) longe de casa.

Prepare-o para a separação – Antes do primeiro dia de escola, deixe seu filho com alguém para ele se acostumar a estar separado de você. Tranqüilize seu filho – transmita o máximo de segurança que puder a ele. O primeiro dia do jardim de infância é essencial para que ele se sinta seguro. Explique o que é ele vai fazer lá : na escola, você pode fazer amigos, divertir-se… Você pode comprar o material escolar com ele, dizendo ser de gente “grande” : um estojo bonito, um avental legal …

Chegado o grande dia, desperte o seu filhote com antecedência suficiente para evitar o rush e para evitar um cansaço dele durante o dia. E evite gente demais na chegada à escola. Pai, mãe, irmãos e irmãs, você pode ter certeza que seu filho não vai querer deixar este mundo pela escola. Idealmente, uma pessoa apenas.

Na escola, apresente-o à professora, mostre os amiguinhos, mas não se demore muito, mesmo se ele começar a chorar. Dê segurança a ele dizendo a que horas virá buscá-lo, não exatamente em números, mas em fatos : venho depois que você acordar do soninho da tarde, ou depois do lanche, ou quando você estiver brincando no pátio, etc. E não esqueça de dar-lhe um grande beijo.

Na hora de ir buscá-lo, cumpra a promessa, seja pontual. Ele estará esperando impacientemente por você, então não falhe. E chegando em casa, concentre-se nele. Dê atenção suficiente à sua cria. Assim, ela entenderá que a escolinha não mudou nada na rotina de casa. Você estará sempre lá, pronta para brincar ou cuidar dela.

Viagem internacional com bebê – Parte II

20 Aug 2010 Por Andrea Vinet

Você pode usar o banheiro para trocar seu bebê, mas eu sempre troquei na minha cadeira mesmo. Para um bebê pequeno, você tem espaço de sobra. Além de ser mais confortável, já que não tem que andar o avião todo, fazer fila e nem tentar se equilibrar naquele banheiro minúsculo e fétido, em fim de vôo. Um horror! Sei que pode “incomodar” alguns passageiros por perto, por causa do cheiro, sobretudo se for cocô, mas eu não me importava muito. Se você fizer a troca rapidinho, não dá tempo nem sentir.

Pensando em troca de fraldas, leve um pouco mais do que o consumo normal de fraldas naquele número de horas. Pode acontecer algum “acidente” de percurso, um “desarranjo” fora de hora (e até comum em viagens). E claro, preveja também, várias trocas de roupa, práticas e nem sempre tão belas. Lembre-se que você estará fora do seu “ambiente”, com tempo mais curto para trocas de fraldas e roupas, em espaço reduzido, etc. Vale a regra da praticidade e não da beleza.

Quanto ao carrinho, sem dúvida alguma ele custa mais barato fora do Brasil. Se você morar no exterior, leve um sim, talvez um modelo até mais barato, não o seu oficial. Porque se ele se arrebentar na viagem, já que será despachado e vai sujar, você não vai ter tanto prejuízo, nem se aborrecer demais. Eu levei um pro Brasil quando fui, e deixei por lá mesmo. Para uma outra vez. O mais importante é mesmo levar a cadeirinha do carro, que é obrigatória no Brasil. Mas, se estiver viajando pro exterior, dê uma olhada nos sites do país para onde vai, pode ser que seja mais interessante comprar um lá. Visite os sites de lojas de produtos de bebê por lá e faça os cálculos.

As companhias aéreas permitem que você leve carrinho, cadeira de carro – sem contar como bagagem – e uma mala pequena do bebê (dentro de um certo limite de peso) porque você leva um bebê com você. Mesmo ele não pagando assento ainda, ele tem direito a um certo limite de bagagem despachada e de mão. Depende da empresa aérea o pagamento de percentual do assento para bebês, mas a Air Canada te faz pagar 35% do valor do assento para qualquer bebê menor de 2 anos. A partir de 2 anos, você paga 75% do valor do assento e tem, claro, direito a um limite maior de bagagem despachada. Não conheço nenhuma companhia aérea que permita a compra de assento para bebês menores de 2 anos. Se não me engano, tem uma lei que proíbe isso, justamente pelo peso da criança no assento, e da impossibilidade de instalar um assento próprio para bebês. Não há segurança.

 Boa sorte! Se tiverem alguma dúvida, me escrevam.

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