Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Archive for the ‘Minhas histórias’ Category

A indústria rosa das meninas

29 Mar 2012 Por Andrea Vinet

Desde pequenas, nós sabemos/ aprendemos que rosa é A  cor feminina. Nossa decoração do quarto (quando existe) é rosa ou em tons de rosa, as fraldas ou os sapatinhos, nossos vestidos de princesa, as toalhas de banho, e até as nossas bonequinhas se vestem de rosa. É a cor por excelência associada às meninas. Por quê? Acho que nunca vou saber a resposta.

Eu, particularmente, não gostava de rosa. Não fui criada num ambiente rosa, meu quarto nunca foi pintado de rosa, nem minhas roupinhas eram dessa cor, quando bebê. Não existia essa coisa de trocentas ecografias para saber o sexo do bebê e minha mãe preferiu comprar tudo amarelinho e laranja para ser neutro. Se fosse menino, dava certo. Se fosse menina, também. Tudo ok. Vivi bem minha infância sem rosa e sequer me lembro de algo rosa no meu universo até os 11 anos, quando ganhei a sala de jantar da Barbie – um produto norte-americano por excelência, e, claro, rosa. A mesa era rosa! Acredita?

Portanto, cresci sem rosa, sem gostar de rosa. Era apenas uma cor que não fazia parte do meu guarda-roupa, nem da minha gama de cores. Foi quando vim morar aqui na Terra do Gelo que o rosa entrou em ação… Muita coisa dessa cor fica no estoque das lojas porque não agrada a todos, então vai para a liquidação quase de graça. O comerciante não quer perder sue investimento pelo pé. Então, cabe tudo: caixa de areia para gato rosa, estojo rosa, capas de computador portátil rosa, mouse rosa e por aí vai. Cada coisa mais absurda que a outra!

O que mais detesto nessa “indústria do rosa para meninas” é que quando vou comprar roupas para minha filha, espero encontrar variantes e vestí-la com outras cores, mas na América do Norte é quase impossível! Vou na seção de meninos para conseguir um verde bonito (nada de fluo), um cinza e mesmo um marrom. Marrom para meninas, aqui? Nem pensar! Ou então, encomendo em terras gaulesas (França). Lá, menina se veste de tudo que é cor!

Tento variar ao máximo e, por exemplo, o vestido de princesa da minha filha é azul celeste. Rosa, digamos que ela nem gosta… ela prefere azul, laranja, no cabelo, no pé, mas aí, é papo para outro post.

Menino ou menina?

29 Nov 2011 Por Andrea Vinet

Nunca, nunquinha, me imaginei mãe de um menino. Nem naqueles sonhos de adolescente apaixonada, que imagina filhos e uma casinha linda, eu imaginei um menininho no cenário. Para falar bem a verdade, nem nas minhas brincadeiras de criança, tinha bonequinho menino.

Portanto, na minha vida adulta, de mãe em potencial, essa vontade não me apareceu também. Na minha primeira gravidez, nem me preocupei muito em pensar nisso. Eu tinha certeza absoluta que seria uma menininha. Por quê? Porque sempre sonhei com minha menininha de pitós (rabos de cavalo de lado, para bom cearense) e meu marido também desejava uma menininha, para encher seus olhos de alegria. E, felizes e deslumbrados, vivemos o nascimento de nossa Julie. Uma branquelinha de cabelos castanhos, sorridente e pequenininha.

Grávida pela segunda vez, vivo a famosa ansiedade do “o que será dessa vez?”. Não por nós, que como da primeira vez, não queremos saber o sexo antes do parto. Mas, pelas famílias, que cobram, querem saber, querem “visualizar” esse bebê, à distância. É até engraçado. Todo mundo liga, me escreve, manda recados. Todos querem saber. Eu, nem aí. Todos me falam, ah, vai ser menino, porque aí forma o casal… ou então, uma menina e um menino, um de cada. Fico me imaginando numa loja, pegando uma camiseta preta e outra azul, já que o modelo, por que não levar uma de cada? Essa história de ter um de cada não me entra. Sonhei com bebês, com rostinhos e nomes, não na variedade da espécie.

Amanhã é o “grande dia” para eles. Vou fazer minha segunda ultrassonografia, e, provavelmente a última. Aqui na Terra do Gelo as coisas são bem diferentes, e não se faz uma por mês como muitos médicos/ casais fazem no Brasil. Vamos conhecer o tão famoso sexo desse pinguinzinho na minha barriga.

Nos meus sonhos, outra menininha. Com rostinho formado, um nome lindo e que está à espera dela a anos. Muitos planos, sonhos e muita ansiedade. Se for um menino, a prova de que precisamos refazer sonhos, reformular alguns pensamentos e se surpreender!

Que venha com saúde, meu pinguinzinho!

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