Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Archive for the ‘Papai & Mamãe’ Category

Por que sair (tão cedo) sem meu bebê?

8 Aug 2010 Por Andrea Vinet

Meu post sobre sair sem nosso bebê criou uma certa “polêmica” num grupo onde participo . Não imaginei que esse assunto fosse dar tanto pano para manga… gostei dos comentários (TODOS, diga-se de passagem), até mesmo dos que me criticaram até morrer… tô brincando… me fez ter certeza absoluta que somos todas grandes mamães!

Bem, não querendo me explicar, nem me justificar – afinal cada um faz da vida o que quer, não é mesmo? – vou aqui descrever um pouco melhor a situação que me fez sair de casa e “abandonar” minha filha aos 20 dias de idade.

Como disse no email, moro em outro país, sem pais, sogros e aderentes. Portanto, nada de folga de deixar bebê, criança ou gato com alguém enquanto vai ali, seja no restaurante, seja na festa. Minha querida mãe – única babá no mundo em quem eu confio – afinal me criou maravilhosamente bem, sabe o que está fazendo e faz bem (melhor do que eu, suponho, visto a experiência), estava passando alguns dias conosco e curtindo a neta.

Meu marido e eu, nem somos tanto assim de sair, somos até bem caseiros, mas achamos importante usar 2 horas da nossa vida para estarmos juntos, conversando e nos curtindo, longe do ambiente caseiro. Foram duas horas mesmo, entre a saída do apartamento e a abertura da porta na volta. Fomos a um restaurante perto de casa, acessível de carro, a pé, de táxi e de helicóptero, se fosse o caso de um resgaste , com um atendimento supimpa, dentro do tempo esperado.

Por que não levei nossa filha junto (e minha mãe também)? Porque achei muito mais lógico deixá-la em casa, protegida do mundo externo, das bactérias e do contato com muitos adultos, barulho e ate, tão novinha. Achei que seria muito mais cuidadoso de minha parte deixá-la em casa, no quentinho do lar, ao invés de cobri-la completamente para enfrentar – sem nenhuma necessidade- o frio de menos 35 graus que deveria estar fazendo essa noite de inverno do mês de fevereiro no Canadá, a Terra do Gelo, como eu chamo.

A saída nem foi tõa boa assim, porque passamos o tempo todo falando na Julie, na nossa mudança de vida, na nossa felicidade de ter uma pequenininha na nossa família. Voltei a tempo de amamentar, assim que ela acordou do soninho entre as mamadas, tudo dentro do conforme. Não acho que fiz mal. A próxima saída sem ela foi quando minha mãe veio de novo, e ela tinha 1 ano e 2 meses. Não acho que fomos pais maus, desleixados ou irresponsáveis. Pelo contrário, acho que fiz uma coisa sem maldade nenhuma, por nós mesmos, os pais, durante 2 horas. Não a deixei sozinha, sem supervisão, sem cuidados nem sem leite. Não a expus ao frio, nem às bactérias do mundo externo, nem atrapalhei seu sono. Acho que fui mãe e mulher, ao mesmo tempo, de uma forma que não me fez mal a ninguém.

Fora esse episódio, não saimos sem nossa filha pra nada. Desde o seu 1º mês completo, saímos com ela para todos os lugares: restaurantes, festas, cinema, bares, festivais, shows, supermercados, feiras, oficina, etc. Ela vai para onde vamos e gosta. Super social, se sente à vontade pode onde passa. Fazemos bem? Só o coração de cada pai/ mãe sabe a resposta.

Como escolhemos o nome da nossa filha

26 Jul 2010 Por Andrea Vinet

Esses dias me peguei pensando sobre quando tomamos a decisão de colocar esse ou aquele nome no nosso bebê. A forma e quando isso aconteceu foi bem interessante…

Durante boa parte de minha gravidez, meu marido e eu não sabíamos o sexo do bebê, por decisão própria. Infelizmente, mais no final da gravidez, por forte pressão familiar dos dois lados, resolvemos ceder e descobrir o sexo da nossa menininha. Enquanto não sabíamos de nada, milhares de nomes femininos e masculinos “desfilaram” na nossa lista, sem ficar. Todos pareciam muito complicados, atuais demais, antigos demais, compridos ou complexos demais. Nada era bom o suficiente para ficar.

Sou casada com um francês, de nome simples, mas com escrita complicada: Philippe. Sou brasileira nata, descendente distante de portugueses/ espanhóis, mas sem nada complicado no nome: Andrea. Simples assim, sem ter nem acento. Tudo bem, ninguém pronuncia (nem escreve) meu nome corretamente de primeira, mas com o passar dos anos, já aceitei isso e já vou logo dizendo Andrea, sem acento e sem i. Até aí, problema nenhum. Só que moramos num país biligüe, inglês e francês. O que escolher, então: português, francês ou inglês?

Não pensamos no significado do nome, segundo a origem e tal, mas no uso contínuo dele, entre vários países e papeladas. E claro, no significado que o nome teria para nós, como família. E nas duas famílias estrangeiras também: a minha e a dele. Os avós tinham que ser capazes de dizer o nome da neta sem problemas, né? Não queríamos nomes da moda…nem queríamos muitos nomes e nomes conjugados.

Resumidamente, decidimos que queríamos um nome curto, com escrita simples (nada de letras duplas, y ou w), pronúncia próxima das três línguas, doce (pra nossa menininha), mas com personalidade.

Buscamos pouco, até achar, rapidinho JULIE. Doce, era com certeza. Curto, sem complicações na escrita. Confere. A única queixa seria a tal da pronúncia. Aqui, valia pro inglês e francês numa boa, mas e no Brasil? Bem, o nome é como Júlia, só que se diz Juli. Só que no Brasil todo mundo pronuncia como Djulie, o que eu O-D-E-I-O, mas tô começando a aceitar. O nome é tão simples. Por que enfeitar?

E vocês, como escolheram os nomes de seus bebês?

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