Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Archive for the ‘Recém-nascido’ Category

Banho de chuveiro com o bebê

19 Jan 2011 Por Andrea Vinet

Desde sempre, é o que eu tenho a dizer. Quando estava grávida, todos me repetiam o mesmo discurso “o mais difícil é dar banho”, “tem que ter cuidado com as orelhinhas”, blá, blá, blá. Pra mim, não haveria estresse, eu me dizia, banho é normal e vai dar tudo certo. Minha mãe me dizia que eu iria mudar de opinião quando o bebê nascesse e fosse hora de eu dar o banho. Mas eu acho que foi ela que mudou.

Nos primeiros dias, Julie não tomou banho. Ficamos no hospital por conta de uma icterícia e ela só foi lavada na véspera de sair, no 4º dia de vida. O primeiro banho oficial foi dado por uma enfermeira e por mim, numa banheira especial para os recem-nascidos instalada no meu quarto de hospital. Já em casa, mamãe e eu demos o primeiro banho de verdade. Quase morro de tanto medo! Tentei me descontrair, e ao também,porém não deu muito certo. Os banhos que se seguiram, claro, foram melhores e sempre rápidos. Queria acabar aquele suplício e em pleno inverno canadense, por que manter meu bebezinho na água? Aquilo não era minha praia e eu sabia disso. Eu estressava, ela chorava e reclamava.

Quando ela estava com um mês e meio, minha mãe voltou pro Brasil, e com isso, bye-bye ajudinha boa. Tinha chegado a hora de me virar sozinha em tudo, inclusive nesse capítulo banhistico. Foi então que decidi fazer a “loucura” mais sensata da minha vida. Emburaquei debaixo do chuveiro com a minha Titi. Na concepção da minha mãe, marido e amigos, eu tinha surtado! Quem já viu banhar um recém-nascido praticamente no chuveiro?

Ah, só preciso dizer que esse momento foi sublime… aguinha quente caindo na minha cabeça, escorrendo pelo meu corpo e por conseguinte, escorrendo na Julie, coladinha em mim, confortável e aconchegada. Relaxada, não reclamou um segundo sequer, chegou até a fechar os olhinhos de relaxamento. A partir daí, guardei a banheira.

P.S.: Voce quer tentar isso também? CUIDADO! Bebês molhados são MUITO lisos e podem facilmente escorregar de suas mãos e braços. Recomendo vestir uma camiseta durante o banho. Ela vai criar atrito e impedir que seu corpo fique tão liso.

Por que sair (tão cedo) sem meu bebê?

8 Aug 2010 Por Andrea Vinet

Meu post sobre sair sem nosso bebê criou uma certa “polêmica” num grupo onde participo . Não imaginei que esse assunto fosse dar tanto pano para manga… gostei dos comentários (TODOS, diga-se de passagem), até mesmo dos que me criticaram até morrer… tô brincando… me fez ter certeza absoluta que somos todas grandes mamães!

Bem, não querendo me explicar, nem me justificar – afinal cada um faz da vida o que quer, não é mesmo? – vou aqui descrever um pouco melhor a situação que me fez sair de casa e “abandonar” minha filha aos 20 dias de idade.

Como disse no email, moro em outro país, sem pais, sogros e aderentes. Portanto, nada de folga de deixar bebê, criança ou gato com alguém enquanto vai ali, seja no restaurante, seja na festa. Minha querida mãe – única babá no mundo em quem eu confio – afinal me criou maravilhosamente bem, sabe o que está fazendo e faz bem (melhor do que eu, suponho, visto a experiência), estava passando alguns dias conosco e curtindo a neta.

Meu marido e eu, nem somos tanto assim de sair, somos até bem caseiros, mas achamos importante usar 2 horas da nossa vida para estarmos juntos, conversando e nos curtindo, longe do ambiente caseiro. Foram duas horas mesmo, entre a saída do apartamento e a abertura da porta na volta. Fomos a um restaurante perto de casa, acessível de carro, a pé, de táxi e de helicóptero, se fosse o caso de um resgaste , com um atendimento supimpa, dentro do tempo esperado.

Por que não levei nossa filha junto (e minha mãe também)? Porque achei muito mais lógico deixá-la em casa, protegida do mundo externo, das bactérias e do contato com muitos adultos, barulho e ate, tão novinha. Achei que seria muito mais cuidadoso de minha parte deixá-la em casa, no quentinho do lar, ao invés de cobri-la completamente para enfrentar – sem nenhuma necessidade- o frio de menos 35 graus que deveria estar fazendo essa noite de inverno do mês de fevereiro no Canadá, a Terra do Gelo, como eu chamo.

A saída nem foi tõa boa assim, porque passamos o tempo todo falando na Julie, na nossa mudança de vida, na nossa felicidade de ter uma pequenininha na nossa família. Voltei a tempo de amamentar, assim que ela acordou do soninho entre as mamadas, tudo dentro do conforme. Não acho que fiz mal. A próxima saída sem ela foi quando minha mãe veio de novo, e ela tinha 1 ano e 2 meses. Não acho que fomos pais maus, desleixados ou irresponsáveis. Pelo contrário, acho que fiz uma coisa sem maldade nenhuma, por nós mesmos, os pais, durante 2 horas. Não a deixei sozinha, sem supervisão, sem cuidados nem sem leite. Não a expus ao frio, nem às bactérias do mundo externo, nem atrapalhei seu sono. Acho que fui mãe e mulher, ao mesmo tempo, de uma forma que não me fez mal a ninguém.

Fora esse episódio, não saimos sem nossa filha pra nada. Desde o seu 1º mês completo, saímos com ela para todos os lugares: restaurantes, festas, cinema, bares, festivais, shows, supermercados, feiras, oficina, etc. Ela vai para onde vamos e gosta. Super social, se sente à vontade pode onde passa. Fazemos bem? Só o coração de cada pai/ mãe sabe a resposta.

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