Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Atualizando minha amamentação

26 Apr 2011 Por Andrea Vinet

3 anos, 3 mês, 1 semana e 2 dias. É esse o tempo que vem durando a minha maior e melhor experiência dessa vida: ser mãe. Minha filhota nasceu em uma quinta-feira, de um dia do calendário que até então eu detestava (17) de um janeiro frio, para não dizer congelante, do inverno canadense. Dia de tempestade de neve, claro!

Mas, não foi de parto que eu vim falar, e sim de amamentação. A minha segunda melhor e mais excitante viagem pelos dias da vida. Julie nasceu mamando. Bem, isso é modo de falar, todo mundo sabe. Ela nasceu e foi direto pro peitinho da mamãe, que a esperava ansioso. Eu estava ansiosa também, mas aqui falo do peito.

Amamentação para mim sempre foi algo lógico, natural, claro, e uma extensão do nascimento. Amamentar era uma atitude lógica para qualquer mãe, me dizia eu, antes da experiência de engravidar. Foi quando comecei a ver “as outras cores da vida”, ouvir mães e más experiências a torto e a direito, e o pior, sem nem pedir. Mas, isso é assunto pra outro dia, outro post de blog.

Na minha cabeça, peito era a única coisa que ela deveria receber ao nascer, nos primeiros seis meses de vida e até quando quisesse. Isso era o que eu pensava, o pai assinava em baixo, porém, o resto do mundo não. Em nossas famílias, MUITAS, dezenas, de histórias frustantes, experiências frustradas e até desesperadoras de amamentação. Isso me influenciou? Nem um pouco. Aliás, pelo contrário, acho até que incentivou a querer fazer extamente o contrário (como boa escorpionina): conseguir!

E assim foi… a viagem começou ali mesmo, na cama, com a minha pequena bem quentinha nos meus braços, cheirando aquele perfume que só ela tem, o de cria minha. Ela subiu pela barriga sozinha, fazendo aquele esforço monstro para um ser tão frágil e pequeno, mas tão ávido de leite! E abrindo a boquinha num gesto tão instintivo, pegou o bico do seio e foi-se… mamando e mamando até hoje.

Tudo sempre foi flores? Não. Tivemos nossos dias de cansaço, de aperreio, de peitos inchados e sem pega correta, de picos de crescimento fatigantes, mas sobrevivemos bravamente, as duas. Estamos aqui, inteirinhas, comerando essa data, aleatória, com três grandes mamadas ao dia, que resistiram à volta ao trabalho da mamãe, às idas à escolinha de Julie, às noites longas do inverno.

Amamentar no Canadá: minha experiência

19 Apr 2011 Por Andrea Vinet

3 anos, 3 meses e 1 dia. É esse o tempo que vem durando a minha maior e melhor experiência dessa vida: ser mãe. Minha filhota nasceu em uma quinta-feira, de um dia do calendário que até então eu detestava (17) de um janeiro frio, para não dizer congelante, do inverno canadense. Dia de tempestade de neve, claro!

Mas, não foi de parto que eu vim falar, e sim de amamentação. A minha segunda melhor e mais excitante viagem pelos dias da vida. Julie nasceu mamando. Bem, isso é modo de falar, todo mundo sabe. Ela nasceu e foi direto pro peitinho da mamãe. Claro, com a ajuda da minha enfermeir/parteira que não exitou em colocá-la no peito ainda com o cordão umbilical pulsando.

Amamentação para mim sempre foi algo lógico, natural, claro, e uma extensão do nascimento, me dizia eu, antes da experiência de engravidar. Foi quando comecei a ver “as outras cores da vida”, ouvir mães e más experiências a torto e a direito, e o pior, sem nem pedir. Aqui em Gatineau, pertinho de mim, no Brasil, em outros países.

Fato é que nesse tempo todo de amamentação, tive a oportunidade de amamentar minha filha em diversos locais, contextos e horários. Claro, de uns anos pra cá, isso se limita aos muros de minha casa, mas no primeiro ano de aleitamento, a coisa foi longe… das cataratas do Niagara aaté o Parlamento de Ottawa, passando pelos diversos shoppings, pontos turísticos, supermercados e prédios públicos. Dependia da fome dela.

Nunca, em tempo e em local algum, no Canadá, fui “convidada” a me retirar, a amamentar escondida em um vestiário ou num carro. Sempre fiz isso publicamente, não chegando a ser aplaudida, mas sem ser rechassada ou criticada, nem que seja pelo olhar. O percentual da população que amamenta o filho exclusivamente durante os 6 primeiros meses de vida (ou que pelo menos tenta amamentar) é relativamente alto no Canadá: 88%. O percentual da província onde moro está muito abaixo da Colombia-Britânica, por exemplo, onde podemos encontrar o mais elevado percentual. Mais de 94% das mães de lá amamentam seus filhos.

O estímulo começa nos cursos pré-natais (gratuitos e oferecidos pelos Centro Comunitários de Saúde), pelas “madrinhas” de amamentação – na verdade, voluntárias que trabalham como consultoras de aleitamento desde a maternidade até o fim do período exclusivo, estimulando, aconselhando as mães (o estímulo de todos ao meu redor foi tanto que acabei fazendo o curso e me tornando também consultora), os próprios médicos e parteiras, assim como as famílias locais e suas tradições. Dentre meus conhecidos e amigos, todos amamentaram seus filhos exclusivamente até os 6 meses e de modo prolongado até 1 ano, quando a licença-maternidade termina para a maioria das mães québequences.

As próprias escolas e creches estimulam também, respeitando a escolha da mãe em continuar a amamentar e permitindo que ela vá à escola várias vezes ao dia, se quiser, dar o seio diretamente, ou recebendo as mamadeiras (ou saquinhos) de leite materno congelado.

Respeito aqueles que não o fazem por uma questão religiosa, cultural ou pessoal, de vergonha. Mas eu, acho que sou descarada mesmo. Nunca nem atinei para a questão moral, já que não estava me expondo nua. Nunca tive vergonha, porque acho que não estava fazendo mal a ninguém, aliás, estava era praticando um bem maior… uma prova de amor, para a minha filha.

Saiba como acontece (ou não) a amamentação em outros países, acessando o site Mães internacionais, direto neste link aqui e  eu desejo uma excelente viagem ao mundo do leitinho materno em terras estrangeiras!

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