Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

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 A vida é complicada pra todo mundo, mas para recém-papais, a coisa pode parecer AINDA mais complicada! Aprender a fazer coisas que nunca fizemos antes, cuidar de um pequenino ser frágil e que precisa de você constantemente, continuar a limpar, cuidar da casa e existir, sem falar em continuar a dar amor e carinho ao marido, aos outros filhos, ao gato, cachorro, etc. São coisas demais pra gerenciar em apenas 24 horas!

Por isso, reuni aqui 5 pequenas dicas de atitudes simples que mudaram minha vida (e de algumas amigas) de mãe e dona-de-casa, no dia-a-dia, com um bebê e afazeres:

 Deixar de molho antes de lavar
Como nem sempre dá tempo preparar a comida e comer, nem comer e lavar, ou lavar e guardar, minha mãe me aconselhou a deixar minha pia da cozinha sempre cheia de água com sabão (ou uma bacia, se você achar mais viável desobstruir a pia da cozinha). Assim, quando terminar de comer alguma coisa, cozinhar, usar um copo, sei lá., basta colocar dentro da pia e a coisa não vai grudar. Tem coisa pior que lavar louça com o sujo lá, duro? Pois é, facilita muito mais a vida, achar uma louça molinha, ops, com o sujo molinho. Você perde muito menos tempo lavando a louça.

Eu tenho lavadora de louça, mas mesmo assim, nem sempre dá tempo colocar tudo na máquina, arrumar direito, etc. – sobretudo nas primeiras semanas de nascido do seu bebê, então, eu enfio na água com sabão e quando dá, eu preencho a máquina.

Equipar o carro
Eu decidi comprar uma nova bolsa para as fraldas e mantê-la no carro. Nas duas, na que deixo em casa e na que levo no carro, mantenho um bom estoque de fraldas, duas mudas de roupa, lenços umedecidos, sacos de lixo, um kit de pratinho, colherzinha e copinho limpos, uma garrafa d’água mineral cheia, alguns biscoitinhos e sucos de caixinha. Assim, quando decido passear com o bebê, não preciso coletar essas coisas na hora de sair. Já está tudo lá, pronto! 

Quando percebo que está na hora de renovar o estoque, apenas troco uma bolsa pela outra, assim que chego em casa. Assim, tudo estará pronto na próxima saída de novo.

Palavra de Pai

9 Aug 2009 Por Andrea Vinet

Philippe e Julie Vinet

Inaugurando a seção “Palavra de pai”, aqui está o texto do papai Philippe Vinet, administrador do site Siebra Vinet e do blog que vos fala.

Por que nos tornamos pais? No meu caso, como para muitos de vocês – falo para a comunidade masculina, embora saiba que a maioria dos leitores são mamães – é uma maneira de estender, de dar continuidade ao amor que eu sentia por minha esposa.  E claro, secretamente, o desejo verdadeiro de criar outro ser que parecesse comigo e com ela, a minha outra metade. Sejamos um pouco sensíveis e digamos a verdade: isso é mágico, não é?

Bom, uma vez que a magia dos primeiros instantes passa (até hoje me pergunto se passa mesmo), vem a realidade do dia-a-dia: fraldas, mamadeiras (ops, dessas aí eu me livrei, graças à amamentação prolongada da minha esposa), banhos, cuidados diversos, brincadeiras… o universo parece até mudar de centro para se concentrar UNICAMENTE nesse pingo de gente saltitante e sorridente, nossa pequena.

Nos momentos de estresse, ou quando o cansaço chega, pode ser que a vontade de se dedicar a esse papel diminua um pouco, abra espaço para outras coisas, e a gente acabe deixando a mãe assumir tudo. É importante ter tempo para si mesmo e se cuidar, mas isso era “antes”. Agora, sua vida já não é mais só sua, nem seus horários são só seus e a gente se alegra com isso. Como pode?  Aquele bout de chou (coisinha linda) depende de você e é sua responsabilidade cuidar dela e você ainda fica feliz com isso.

Deixar passar essa oportunidade, a de desempenhar esse papel, seria um erro que me acompanharia a vida inteira. A prova disso? Basta lembrar-se da relação que você tem/teve com seu pai. Se ela foi boa, lembre-se o porquê: ele estava presente para lhe proteger quando você via um fantasma, para brincar com você de esconde-esconde e para lhe ensinar a descobrir o mundo. No caso contrario, ele lhe fez falta…

Ser pai é um papel único, maravilhoso, indescritível. Ao mesmo tempo, ele é complementar ao papel da mãe. É nosso dever assumir – e achar um jeito de conservá-lo – o lugar que nos pertence: o coração do nosso bebê!

 

Texto traduzido do francês pela autora do blog e publicado no Blog Bê-a-bá de mãe (WWW.beabademae.com) .

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