Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Bebê vai pra escolinha !

23 Aug 2010 Por Andrea Vinet

O tempo passou, rápido para você que é a mamãe, mais devagar para o seu bebê e eis que ele está com seus dois ou quase três anos. E, como parte do amadurecimento dele, chegou a hora do seu bebê entrar na escola ! No programa, um passo enorme em direção à socialização.

Na França, um terço das crianças de dois anos vão à escola. No Canadá, quase a totalidade delas frequenta algum tipo de escola, centro da pequena infância ou equivalente. Aqui, a escolarização só é obrigatória a partir dos seis anos, assim como na França. Mas, muitos pais, por força da vida, que exige um trabalho diário de 8 horas, colocam seus filhos nas escolinhas em tempo integral, assim como eu.

Justamente por isso, antes de colocar minha filha na escolinha, houve uma certa « preparação » aqui em casa. Fizemos um período de adaptação com a educadora, visitamos a escola algumas vezes com ela, e participamos das sessões de informação para os pais. Cada vez que íamos lá, ela via uma coisa diferente, se interessava por um amiguinho, por um brinquedo diferente, sorria para uma pessoa nova. O fato de sentí-la à vontade por lá, me tranquilizou quanto a deixá-la por algumas horas, sozinha, na fase de adaptação.

 Se seu filho já pode entender bem, procure conversar com ele sobre o que « é » uma escola, o que esperar de lá, como ele vai passar o dia. Se souber de algum amigo de amigo seu, ou alguém da família que já estuda no mesmo lugar, tente dizer isso pra ele, para dar ainda mais segurança.

Você precisa explicar, com palavras simples, como funciona a escola e falar de quem vai cuidar dele agora. Na época, minha filha tinha apenas 1 ano e meio. Não entendia muita coisa do que aconteceria ali, mas simpatizou com a educadora, e como mãe, senti confiança naquele olhar, naquele toque dela, nos primeiros contatos.  Se ele já for acostumado a ficar sozinho, sem vc ou o pai durante o dia, possivelmente não terá problemas para se adaptar à escolinha.

Pai tem depressão pós-parto?

20 Nov 2009 Por Andrea Vinet

pai tem depressão pós-parto

Você acha que só as mulheres que sofrem de depressão pós-parto? Pense duas vezes. Depressão pós-parto pode atingir os homens também!

De acordo com um psiquiatra de Vancouver que estudou as pessoas e os seus episódios depressivos, Dr. John Oliff, homens também sofrem desse mal, e eu não sabia. O pesquisador canadense do Institutes of Health Research (CIHR) estima que até 15% dos novos papais possam viver a experiência da depressão pós-parto juntamente (ou não) com suas mulheres.

“Com as mulheres, temos tendência a associar a depressão pós-parto com a mudança de hormônios. Mas com os homens, é sobretudo a forma como as coisas mudam, a situação social, ou o seu papel na sociedade, que interessam”, disse Oliff.  

Ser privado de sono, que é um problema e tanto para os novos pais, pode ser difícil de viver. Mas o que é ainda mais difícil para muitos homens é ver como o relacionamento com seu parceiro muda, quando o novo membro da família nasce: “A atenção é toda do bebê”, cita o pesquisador.

Juntamente com o “cargo” de pai, vêm novas exigências. E isso pode perturbar os homens, que antes, se achavam no controle de qualquer situação. Sobretudo aqueles mais velhos, que estão bem profissionalmente, com a carreira bem estruturada e estabelecida, que esperam que a paternidade chegue naturalmente. Eles aprendem que eles têm novos desafios pela frente, como dar banho ou vestir o bebê, e até mesmo aprender a fazer supermercado. Para alguns homens, estas novas exigências podem ser um choque.

O mundo mudou e com ele, o papel do pai na família e na educação dos filhos. Aquele pai ausente, que vivia apenas para o trabalho – o famoso “provedor” – morreu. Pais assim, ausentes e distantes das funções mínimas no cuidados dos filhos, eram muito populares antes. Agora, a moda é ser “engajado”, é trocar fralda, limpar cocô e preparar mamadeira. Espera-se que o homem esteja envolvido em algum nível.

Mas, pode haver um difícil equilíbrio em torno do que isso significa. Alguns homens não querem mudar fraldas, e eles DEVEM negociar esse novo papel.

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