Bê-a-bá de mãe

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Pai tem depressão pós-parto?

20 Nov 2009 Por Andrea Vinet

pai tem depressão pós-parto

Você acha que só as mulheres que sofrem de depressão pós-parto? Pense duas vezes. Depressão pós-parto pode atingir os homens também!

De acordo com um psiquiatra de Vancouver que estudou as pessoas e os seus episódios depressivos, Dr. John Oliff, homens também sofrem desse mal, e eu não sabia. O pesquisador canadense do Institutes of Health Research (CIHR) estima que até 15% dos novos papais possam viver a experiência da depressão pós-parto juntamente (ou não) com suas mulheres.

“Com as mulheres, temos tendência a associar a depressão pós-parto com a mudança de hormônios. Mas com os homens, é sobretudo a forma como as coisas mudam, a situação social, ou o seu papel na sociedade, que interessam”, disse Oliff.  

Ser privado de sono, que é um problema e tanto para os novos pais, pode ser difícil de viver. Mas o que é ainda mais difícil para muitos homens é ver como o relacionamento com seu parceiro muda, quando o novo membro da família nasce: “A atenção é toda do bebê”, cita o pesquisador.

Juntamente com o “cargo” de pai, vêm novas exigências. E isso pode perturbar os homens, que antes, se achavam no controle de qualquer situação. Sobretudo aqueles mais velhos, que estão bem profissionalmente, com a carreira bem estruturada e estabelecida, que esperam que a paternidade chegue naturalmente. Eles aprendem que eles têm novos desafios pela frente, como dar banho ou vestir o bebê, e até mesmo aprender a fazer supermercado. Para alguns homens, estas novas exigências podem ser um choque.

O mundo mudou e com ele, o papel do pai na família e na educação dos filhos. Aquele pai ausente, que vivia apenas para o trabalho – o famoso “provedor” – morreu. Pais assim, ausentes e distantes das funções mínimas no cuidados dos filhos, eram muito populares antes. Agora, a moda é ser “engajado”, é trocar fralda, limpar cocô e preparar mamadeira. Espera-se que o homem esteja envolvido em algum nível.

Mas, pode haver um difícil equilíbrio em torno do que isso significa. Alguns homens não querem mudar fraldas, e eles DEVEM negociar esse novo papel.

 

Vitória! Vitória!

E mais uma vez a amamentação livre, pública e sem receios ganha a partida. Isso me regozija !

Em maio desse ano, um caso deu muito o que falar aqui pelas bandas da Terra do Gelo (Gatineau – Québec, Canada) : uma mãe amamentou em público ! Ainda bem que o que causou o burburinho todo não foi o fato de amamentar em público em si, mas o processo que ela fez contra o município ! Isso mesmo, a danadinha da mulher tascou um processo contra a municipalidade e ganhou.

O que aconteceu exatamente foi que Nathalie Gagnon, meu novo ídolo em matéria de mãe (uns 200 lugares depois da minha própria mãe, mas tá valendo), foi gentilmente « convidada » a ir para o vestiário, porque estava amamentando seu filho na beira de uma piscina pública municipal aqui em Gatineau. Ela, por sua vez, recusou o « convite » e deu queixa junto à Comissão de Direitos Humanos ligada à Prefeitura local.

Obviamente, a Prefeitura se rendeu aos argumentos da mãe de família e lhe deu ganho de causa hoje. Mas, não foi só isso… além de ganhar a admiração local, pela bravura e pela persistência, Nathalie conseguiu que todos os locais públicos (bibliotecas, museus, piscinas, parques e etc) tivessem seus regulamentos internos modificados e incluíssem, claramente, a permissão para que as mães pudessem amamentar em público sem receios, restrições ou vergonha.

Fora isso, uma pequena e simbólica compensação financeira e uma carta de pedido de desculpas. Igualzinho por aí, né ? Quantas vezes já vi (e ouvi) histórias escabrosas sobre  mães que tiveram que amamentar seus filhos em banheiros públicos, escondidas no carro, atrás de algum balcão só porque estavam em locais públicos.

Eu não sei não, respeito aqueles que não o fazem por uma questão religiosa, cultural ou pessoal, de vergonha mesmo. Mas eu, acho que sou descarada mesmo. Nunca nem atinei para a questão moral, já que não estava me expondo nua. Nunca tive vergonha, porque acho que não estava fazendo mal a ninguém, aliás, estava era praticando um bem maior… uma prova de amor, para a minha filha.

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