Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

O papel da tv na minha casa

2 Aug 2010 Por Andrea Vinet

Reconheço que tv, na minha casa, não tem papel importante. Apesar de termos 3 (uma em cada andar), raramente ligamos a tv para assistir algum canal, é mais para usar o dvd, ver um filme, seriado ou clipes musicais. Tenho tv a cabo, mas uso, sobretudo, para ver canais estrangeiros (TV francesa, por exemplo), como instrumento de trabalho já que sou professora de línguas e, assim mesmo, de quando em vez. Não tenho tempo de acompanhar novela, apesar de amar, e por isso, pago a Globo.com para ver os capítulos na íntegra, quando posso, onde posso.

Como não vemos tv, evito fazer isso com a minha filha também. Não de evitar o contato com a tv como alguns pais mais radicais (daqui, inclusive) preferem – e eu respeito -, mas para evitar receber aquele bombardeio de propaganda muito comum nos intervalos de qualquer desenho. Prefiro comprar os desenhos e fazê-la ver sem o estímulo à compra (pode até parecer contraditório o que digo, comprar para evitar comprar, mas no fim das contas, você vai ver que não é bem assim).

Imagine que seu filho vai ver aquele dvd que você comprou um zilhão de vezes. Imagine que ele veria as propagandas da tv um zilhão de vezes também. Agora, calcule o impacto disso na cabecinha dele. A coisa é simples. Tire uma hora do seu tempo, assista um desses canais infantis e conte o tempo  de publicidade que existe versus o tempo de desenho. O impacto você vai constatar na próxima ida a uma loja de brinquedos…

Pesquiso muito na net, por exemplo, sobre os desenhos mais vistos, como são criados, a temática, etc. E compro aqueles que o meu bom senso de mãe julga serem os melhores para o nosso contexto, o meu bolso e o desenvolvimento da minha filha. Sobretudo, não a deixamos sozinha. Estamos sempre por perto, descrevendo, explorando o vídeo, ensinando palavras, culturas, modos de interpretar o mundo. Ma,s uma coisa que considero imperativo é deixá-la ver os desenhos na língua original. Então, coisas brasileiras típicas em português, Dora só em inglês (ensinando espanhol na versão original) e Toupie et Binou, Oui-oui e por aí vai, em francês. Nada de misturar as estações.

Verde que te quero verde!

15 Apr 2009 Por Andrea Vinet
verde-que-te-quero-verde
Moro ao lado de um parque. Tá certo que ele passa metade do ano submerso em neve, mas mesmo assim, é lindo.  Além de lindo, super útil. Decora a área residencial, vira pista de pouso para as aves da região, parquinho de brincadeiras para as crianças e até pista de patinação no gelo para os adolescentes treinarem hóquei – o esporte preferido dos canadenses.
 
A escolha pela casa perto do parque foi totalmente aleatória, já que nem sempre é possível unir a região perfeita com a casa dos sonhos que cabe no bolso da gente. Mas, a coincidência foi extremamente feliz! O verde domina as janelas, alegra os dias e nos traz ar puro aos pulmões cansados do vento frio do inverno longo. Quanta alegria de ter um parque por perto!
 
Estive lendo, recentemente, os resultados de um estudo canadense apresentado no American Heart Association em Março de 2009, que mostra que as crianças que vivem em bairros onde há mais parques, áreas e espaços verdes   andam mais. O princípio aplica-se também aos adultos.  Por que será, hein?
 
Porque caminhar é um prazer, sobretudo quando dias menos frios chegam, o sol, de fato, esquenta e a grama vai ficando verdinha de novo. Fora isso, é bom pro coração, para gastar calorias, para trabalhar os músculos, para pensar.
 
No estudo, foi estabelecida uma ligação entre o número de parques e proximidade e freqüência de caminhar para crianças com idades entre 8 a 10 anos. O professor do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Universidade de Montreal e investigador do Centro de Pesquisa do Hôpital Sainte-Justine, Tracie Barnett - o autor principal – afirma que é importante o transporte ativo, a pé ou de bicicleta, que isso é uma estratégia promissora para a saúde pública para aumentar o gasto energético e travar uma luta contra a epidemia da obesidade.
 
Sabemos que há 30 anos, menos e menos crianças vão a pé para a escola, ao passo que taxas de obesidade estão a aumentar, sugerindo que estes dois fenômenos podem estar ligados. 
No local onde moro, Gatineau, há um movimento para incentivar os seus cidadãos a andar a pé, pegar ônibus, andar de bicicleta. Por duas grandes razões: diminui o fluxo de carros nas ruas – aumentando a segurança dos pedestres, diminuindo o gasto de combustível e diminuindo a poluição do ar também – e claro, para estimular a prática de esportes.
 
Resultado disso? Pessoas mais sorridentes, bate-papo no parque, crianças mais saudáveis (e menos obesas) e todo mundo mais bronzeadinho. Ô alegria!!

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