Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

O momento mágico da espera (da cegonha)

1 Sep 2009 Por Andrea Vinet

cegonha-chegada

Quando me descobri grávida, comecei a imaginar tudo aquilo que um filho poderia representar em minha vida. E, por mais que a gente sonhe em ser mãe desde criancinha é praticamente impossível, acredito eu, perceber a magia disso tudo.

Para mim, gravidez pode ser comparado a uma viagem. Uma bela viagem, planejada (às vezes) e esperada, cheia de aventuras, onde se misturam excitação e ansiedade.

Lugares, até então desconhecidos, serão visitados; paisagens magníficas serão vistas e coisas belíssimas serão vividas. Um momento mágico, complexo e particular, embora partilhado pelo pai (algumas vezes), nosso companheiro de viagem.

Cada um(a) viverá a experiência de uma forma diferente, pois assim como numa viagem, cada um(a) tem expectativas, ansiedades, complexos e preparos diferentes. E cada um(a) escolherá a melhor maneira de fazer essa viagem, viver esses momentos, passar os nove meses experimentando…

Durante esse tempo, muitas decobertas, emoções, sensações e sentimentos misturados, fotos e momentos gravados na memória. Claro, alguns momentos de fragilidade, nervosismo e até mesmo de pânico, mas nada de muito preocupante.

No fim da viagem, depois de grandes emoções vividas, volta-se pra casa. Na experiência da gravidez, o fim da linha nõa existe exatamente.Termina-se uma fase, a de preparação, de amadurecimento, mas começa-se uma outra, ainda mais surpreendente, excitante e profunda: a de tornar-se mãe.

Para aquelas que estão começando a viagem, boa sorte e boas aventuras!

 Quer compartilhar suas aventuras, emoções ou sentimentos em relação ao texto? Deixe-nos um comentário! Obrigada.

A descoberta da gravidez

2 Dec 2008 Por Andrea Vinet

a descoberta da gravidez

Um sábado de manhã, quando minha menstruação AINDA não estava atrasada, encasquetei que estava grávida.

Analisei o calendário por alto, sem quase nenhuma precisão nas datas e fui à farmácia comprar o tal teste. Comprei a embalagem dupla, só para garantir e voltei para casa. Cantarolando alguma música repetitiva. Feliz? Não. Ansiosa e eufórica.

Chegando em casa, não corri para o banheiro, embora a vontade de fazer xixi começasse a me pressionar. Coloquei a caixa em cima da mesa, sentei numa cadeira e fiquei ali olhando… olhando… Impressionada com o poder daquela caixinha! Aqueles tracinhos mudariam todo o rumo de minha vida.

Certo tempo depois, resolvi me encaminhar para o “local” do teste e começar tudo. Na verdade, quando se começa o teste, ele já está no final. A resposta vem tão rápido que você não tem nem tempo de se “preparar”.

Pois bem, posicionei-me prar fazer o tal xixi, dei uma olhadela nas instruções para saber como interpretar o tal código e mandei ver. Só esqueci uma coisa: de me concentrar em fazer xixi APENAS em cima do bastão e não na mão, no pé, no chão do banheiro. Caí na gargalhada ao me ver nessa situação e a coisa foi ainda pior, saí molhando tudo de novo! Dias depois, assistindo a um filme de comédia falando sobre gravidez, esperava ver a reprodução da minha cena HILÁRIA na tela, mas qual não foi minha surpresa ao constatar a inteligência da personagem: fez xixi num copinho e enfiou o bastão dentro. Pronto. Simples, higiênico, rápido. Me senti uma burra!

Por fim, consegui terminar a proeza e coloquei o bastão ensopado em cima da pia e saí. Até hoje não entendo muito porque saí do banheiro. Acho que na minha cabeça, alguém viria fazer a análise e precisaria se concentrar, sei lá. Ou terá sido medo?

Nesse meio tempo, maridex acordou e me viu sentada na beirada da cama roendo até o último vestígio de unha, e perguntou “que bicho estava me consumindo daquele jeito”. Respondi na lata: – Tô esperando o teste confirmar que estou grávida.  Ele arregalou os olhos e acredito ter ouvido um gole seco. Cadê coragem de desgrudar da beirada da cama e ir ver o resultado? Fiquei ali muito além do que os cinco minutos do processo. Ele entendeu que dali eu não sairia espontâneamente e foi olhar o resultado. Voltou com aquela cara de “me pegaram de surpresa” e pronuncia a sentença: “agora, somos três, meu amor”.

É, eu estou grávida – pensei. E caí no choro.

******

E você, como descobriu sua gravidez? Quer compartilhar sua história conosco? Ou então suas emoções ou sentimentos em relação ao texto? Deixe-nos um comentário! Obrigada.

Page copy protected against web site content infringement by Copyscape