Perfil das famílias da creche da minha filha
Uma coisa que me surpreendou bastante na primeira reunião de pais e mestres na creche da minha filha foi o número de famílias monoparentais (mononuclear).
Sei que numa reunião como essa, os pais não vão em casais, afinal, elas acontecem no fim do dia de trabalho, fim de tarde e muita gente não pode faltar o trabalho ou sair mais cedo. E, às vezes, tem que ir a duas reuniões ao mesmo tempo, a do flho mais novo e do filho mais velho, mas a quantidade de pessoas que se autodenominaram “monoparentais” foi enorme e me assustou.
Durante as apresentações, nada foi dito quanto a isso, porém, durante as conversas paralelas, esse tipo de situação foi claramente exposta. Dentre as 6 coleguinhas de classe da minha filha (nessa creche, os grupos são bem pequenos, de 6, 8 e 9 crianças), apenas duas famílias permaneciam “intactas”: o pai ainda vive maritalmente com a mãe e não se tem filhos de relações anteriores. Ou seja, não fazemos parte do perfil da escola, praticamente.
Longe de querer ser tradicionalista ou retrógrada! Sei que esse perfil de família faz parte da atualidade, faz parte da vida moderna, tem suas justificativas e direitos. Além disso, admiro os corajosos e corajosas que assumem, com unhas e dentes, os cuidados de uma casa, dos filhos e da vida familiar sozinhos, sem a presença de um(a) parceiro(a).
O que me chocou, de fato, vou ser sincera, foi a surpreendente organização e equilíbrio dessas crianças e pais. São pessoas, talvez, muito mais centradas que eu, com uma autonomia enorme, crianças alegres, brincalhonas e lindas! Admiro bastante essas mães e pais solteiros, ou viúvos, que se organizam , cumprem prazos, estão presentes e cuidam de seus filhos, sem a ajuda de ninguém. Quisera eu ser assim! (não que eu deseje estar só, mas precisamos nos preparar pra a vida, não acham?)
