Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Insônia de gravidez – isso existe!

15 Feb 2012 Por Andrea Vinet

Entrei num período chato da minha gravidez, o tal do período “insone”.

Nas primeiras semanas, de muito enjôo, tomava o tal do “remedinho milagroso” que me fazia capotar a noite inteira. Dormia que parecia um urso hibernando. Não acordava nem pro trem! Aliás, tinha a nítida sensação de dormir mil horas em apenas uma noite de sono de 7, 8 horas, em média. Tudo culpa do (ou graças ao) tal do remédio.

Depois que a barriga começou a crescer mais, ganhar volume, a bexiga tem sido comprimida e os xixis repetidos começaram, mas nem isso me atrapalhou o sono, semanas atrás. Mas, de umas três semanas para cá – estou na 29ª semana de gestação – ando tendo episódios de insônia a repetição.

Não tive muita insônia na minha primeira gravidez. Aliás, não me lembro de acordar assim no meio da noite e ficar “fritando” por horas na cama, pensando na vida…

Só no final, quando já estava no “extra” – ela veio com quase 42 semanas de gestação – com respiração difícil e sem achar posição é que eu comecei a ficar insone. Algumas vezes eu ia para minha sala, sentava no sofá, tentava ler alguma coisa, mas não conseguia fixar a minha atenção em nada… e eu queria realmente era dormir, porque ficar acordada no meio da noite me enchia de sono durante o dia, o que alterava sobremaneira o meu humor. Aqueles foram os primeiros episódios de insônia da minha vida (sempre dormi muito bem), eu não soube absolutamente o que fazer. Passou a ser uma das “novidades” da gravidez que eu não gostei!

Não sei o que me causava insônia, porque não aprendi a detectar sua origem. Mas, o que vale, é que não me importei. Era o fim da gestação e poderia ser ansiedade, falta de posição ou até falta de cansaço suficiente. Trabalhei até a 38ª semana, sem problemas. Subia escadas, pegava, em média 4 ônibus por dia, andava com botas, casacos e peso o dia todo (estávamos em pleno inverno canadense). Acho que isso contribuiu a um sono bom durante ¾ da gestação. Na hora que parei de me exercitar assim, o cansaço físico diminuiu também e a insônia tomou conta.

Desenvolvi uma técnica para lidar com minhas atuais noites insones. Geralmente começo me perguntando o que ligou o meu sistema de alerta. Por que acordei? Do que estou com medo? O que está me deixando insegura a ponto de abalar o meu descanso? O que está pendente? O que ficou mal resolvido?

No começo é difícil responder essas questões. Por vezes tenho tendência a achar que não há nada. Mas faço um check-list minucioso pelo que mais tem peso em minha vida: filhos, marido, familiares, amigos, profissão, futuro… e sempre encontro o que está em desequilíbrio. Permito então que o pensamento intruso invada de vez a minha cabeça, para que eu possa conhecê-lo intimamente, nos pormenores, até ao ponto de dormir com ele, se for o caso.

Caixa preferencial e lugar no ônibus

20 Jun 2010 Por Andrea Vinet

 

Tem uma coisa que eu acho legal no Brasil, é o tal do caixa preferencial em supermercados, bancos e lojas. Acho isso o máximo mesmo! Aqui no Canadá não tem isso não, grávida, criança de colo, idoso vai para a fila normal. Ou pelo menos, por onde eu ando…

Na verdade, é assim: você é idoso (visivelmente idoso, estamos falando), tem prioridade. O resto, não. Para isso, existe aquele caixa de poucos produtos, sabe? Ele serve como preferencial no caso de um deficiente físico ou com necessidades especiais. Ele é mais largo, em geral, inclusive para facilitar a passagem de cadeiras de rodas e motorizadas.

Mas, nos transportes públicos, há locais reservados (e usados para tal) para essas pessoas com necessidades diferentes: as grávidas, mães com bebês de colo ou com carrinho, deficientes fisicos e idosos. E o povo respeita, sim. Claro que muito mais para o que é evidente, como a idade ou a deficiência física/ visual. Para as grávidas, a coisa complica um pouco mais.

Sabe aquele período da gravidez onde ninguém sabe se você está apenas gorda ou grávida? Pois bem, é nessa hora que você leva desvantagem quando vai pegar um ônibus. Se te cederem o lugar achando que você está grávida e for banha, eles ficam mal na fita. E se não o fizerem, eles passam por mal-educados e desatenciosos. Eles vão preferir a segunda opção. Aí, cabe a você reinvindicar seu direito, e eles saem. Na boa.

Eu sempre me dei mal nessa do ônibus (e olha que eu pegava 6 por dia, na época da minha gravidez) aqui na Terra do Gelo. Era inverno e estava sempre de casaco, casacão, com echarpe (cachecol) enrolado no pescoço, caindo sobre a barriga. Como saber que ali se escondia um bebê? Resultado: ninguém me cedia o lugar instantaneamente. Eu estava SEMPRE reinvidicando meu direito, quase 6 vezes por dia, dependendo do trajeto. Muitas vezes, era tão perto o trecho, que eu até preferia ficar de pé mesmo a ter que me deslocar no ônibus em movimento até o local reservado.

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