Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

Durma bem, meu bebezinho…zzzz

2 Jul 2010 Por Andrea Vinet

 

Quem não sonhou (ou desejou) voltar do hospital com seu pequeno querubim super calmo, dar de mamar às 22h e só acordar lá pelas 6h da manhã do dia seguinte? Utopia, diriam algumas mães. Bem, acho que não seria o caso de falar de milagres, mas acho que existe esperança…

A primeira noite em casa, depois do retorno do hospital, é normalmente bem movimentada para os novos papais. O sono do bebê poderá ser mais agitado porque ele se encontrará num ambiente diferente do quarto do hospital, longe do choro de outros bebês e da claridade contínua dos últimos dias, ou o contrário, num local barulhento demais comparado aos dias anteriores. Além disso, os recém-papais se preocupam se o bebê se acorda frequentemente e se precipitam, para ver se ele ainda está respirando já que não acordou tanto quanto eles estavam esperando. Essas reações são perfeitamente normais.

Com o tempo, você vai aprender a conhecer seu filho e a como administrar essa insegurança nas diferentes situações do cotidiano. Dê-se tempo para cativar seu bebê e não se culpe (de jeito nenhum) porque (parece) não estar fazendo tudo perfeitamente.

Estabelecer uma rotina na hora de dormir constitui uma prática que pode ajudar, e muito, desde as primeiras semanas de vida. Se o período mais ativo de seu bebê for à noite, e você quiser aproveitar esse momento do dia com seu marido, por exemplo, que tal tentar essa rotina abaixo?

Dê banho no bebê uma hora antes da refeição (peito ou mamadeira). Você pode dar sequência ao banho com uma massagem para que ele relaxe bastante. Na hora da refeição, dê de mamar num clima de relaxamento, faça-o arrotar e deite-o logo em seguida, para que durma na cama dele. Com uma semana de rotina, você deverá ter alcançado resultados positivos para uma noite prolongada de sono.

Lembre-se de que não é só “tirar uma mamada noturna” (ou mamadeira) e pronto, seu bebê vai dormir a noite inteira. Alguns bebês precisam mesmo de leite durante a noite. É conveniente escolher o momento certo para retirar essa mamada. É prematuro fazer isso com um recém-nascido, exceto se for ele mesmo que decidir isso, chegando a hora de mamar, não acordar com fome e continuar dormindo bem. Tem que ter MUITO cuidado em não deixar um bebê que precisa de leite com fome durante a noite. Isso vai atrapalhar sua rotina, seu sono e sua alimentação.

Brincos em recém-nascidos

3 Jun 2010 Por Andrea Vinet

Meu marido não me deixou furar as orelhas de nossa filha ao nascer. Ele foi contra. E eu entendo o porquê. Culturalmente, na França, não se faz isso. Crianças só furam as orelhas já adolescentes, mais velhas e quando podem, em geral, decidir por elas mesmas.

No Brasil, eu sei que temos o hábito de furar as orelhinhas das meninas ainda recém-nascidas, às vezes, ainda na maternidade. O ideal é fazer isso com um professional, ou seja, uma enfermeira na maternidade ou um farmacêutico na farmácia da esquina. Mas, tem que ser por alguém que saiba o que está fazendo, sobretudo para não acertar uma zona mais delicada ou simplesmente, fazer um furo torto – uma orelha mais baixa que a outra.

Tem gente que fura (manda furar) com o próprio brinco (como se fosse uma agulha) ou com uma máquina especial, mas que faz mais barulho perto da orelhinha sensível do bebê e pode assustá-lo. Tem gente que acha o pino da máquina muito largo, mas é um padrão. É o tamanho certo para os pinos dos brincos, de recém-nascidos e adultos. Não precisa se preocupar que fique largo demais, a orelha é uma parte do corpo que não pára de crescer, e o buraco vai se adaptar ao crescimento.

Minha filha ganhou um par de brincos lindíssimo de uma amiga nossa, mas não pôde usar. Já sabendo desse posicionamento do meu marido contra o uso de brincos por bebês, minha família só nos deu jóias do tipo, pulseirinha, cordão (para crianças mais velhas), pingentes, etc. Resultado: um braço cheio de pulseiras e nada nas orelhas. Risos.

Eu aceitei numa boa. Entendo o pensamento dele, que não quer uma “adultização” precoce, nem no uso de bijouterias, nem roupas de adulto em tamanho de criança. E aí, concordo mesmo com ele. Tem coisa mais feia que uma menina vestida de mini-adulto?

Mas, tem que ter cuidado para não inflamar, tem que limpar bem e trocar o brinco de vez em quando, sempre deixando o buraco “ocupado” para não fechar.

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