Bê-a-bá de mãe

Dicas, leituras, confissões, receitas e idéias para as mamães…

A imprescindível “mala” da maternidade

27 Apr 2012 Por Andrea Vinet

Está tudo pronto, você se diz. Será?! Na verdade, desde o instante em que descobrimos a gravidez esperamos esse momento: o de ir para a maternidade (para aquelas que não optaram pela casa de parto ou o parto domiciliar, meus xodós).

Suas sacolas (malas, sacos, balaios ou seja lá o que for) estão prontas na porta de entrada da casa, só esperando aquele momento de filme americano em que sua bolsa estoura e o pai, apavorado, corre para pegar a chave do carro, a mala e quase esquece a grávida em casa. Mas, será que você não esqueceu nada do que pode precisar lá onde você vai parir?

Na minha humilde opinião, acho que existem muitas coisas que você PODE esquecer, outras que podem simplesmente esperar (se for o caso de esquecer), porque, de fato, para parir, você só precisa estar na hora. Bebê não precisa de nada além de você mesma e do seu leitinho.

Mas, segundo as regras sociais em que vivemos, existem coisas que você não deve deixar de levar:

- sua carteirinha do plano de saúde (se morar no Canadá, a sua carte d’assurance maladie ou insurance card) e a carteirinha do hospital,

- toda a papelada de hospital que você pode vir a precisar, como antigos exames, resultados de ecografias, etc.

Se morar na Terra do Gelo, não precisa se preocupar com isso porque o seu obstetra (ou médico acompanhante) irá enviar, perto da 35ª semana, seu dossier para o hospital onde pretende ter o bebê. Assim, o médico de plantão no dia do seu parto poderá se inteirar do seu caso logo de sua chegada.

- seu plano de parto, para aquelas que planejam um parto normal/ natural hospitalar,

- seus óculos, se você precisa deles. E se usar lentes de contato, você pode e até deve retirá-las durante o parto e estadia,

- se tem cabelo comprido, e tiver mania de amarrá-lo, lembre-se de levar elásticos e presilhas,

- uma manteiga de cacao porque o ar do hospital, em geral, é bem mais seco (ar condicionado, esterelizador, etc).

Sobre a vberdadeira “lista” da maternidade, veja algumas dicas aqui.

A indústria rosa das meninas

29 Mar 2012 Por Andrea Vinet

Desde pequenas, nós sabemos/ aprendemos que rosa é A  cor feminina. Nossa decoração do quarto (quando existe) é rosa ou em tons de rosa, as fraldas ou os sapatinhos, nossos vestidos de princesa, as toalhas de banho, e até as nossas bonequinhas se vestem de rosa. É a cor por excelência associada às meninas. Por quê? Acho que nunca vou saber a resposta.

Eu, particularmente, não gostava de rosa. Não fui criada num ambiente rosa, meu quarto nunca foi pintado de rosa, nem minhas roupinhas eram dessa cor, quando bebê. Não existia essa coisa de trocentas ecografias para saber o sexo do bebê e minha mãe preferiu comprar tudo amarelinho e laranja para ser neutro. Se fosse menino, dava certo. Se fosse menina, também. Tudo ok. Vivi bem minha infância sem rosa e sequer me lembro de algo rosa no meu universo até os 11 anos, quando ganhei a sala de jantar da Barbie – um produto norte-americano por excelência, e, claro, rosa. A mesa era rosa! Acredita?

Portanto, cresci sem rosa, sem gostar de rosa. Era apenas uma cor que não fazia parte do meu guarda-roupa, nem da minha gama de cores. Foi quando vim morar aqui na Terra do Gelo que o rosa entrou em ação… Muita coisa dessa cor fica no estoque das lojas porque não agrada a todos, então vai para a liquidação quase de graça. O comerciante não quer perder sue investimento pelo pé. Então, cabe tudo: caixa de areia para gato rosa, estojo rosa, capas de computador portátil rosa, mouse rosa e por aí vai. Cada coisa mais absurda que a outra!

O que mais detesto nessa “indústria do rosa para meninas” é que quando vou comprar roupas para minha filha, espero encontrar variantes e vestí-la com outras cores, mas na América do Norte é quase impossível! Vou na seção de meninos para conseguir um verde bonito (nada de fluo), um cinza e mesmo um marrom. Marrom para meninas, aqui? Nem pensar! Ou então, encomendo em terras gaulesas (França). Lá, menina se veste de tudo que é cor!

Tento variar ao máximo e, por exemplo, o vestido de princesa da minha filha é azul celeste. Rosa, digamos que ela nem gosta… ela prefere azul, laranja, no cabelo, no pé, mas aí, é papo para outro post.

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